terça-feira, 3 de março de 2015

Russo idiota.

Russo idiota.
Já sabe que ele não volta.
Por que insiste em usar essa aliança vazia?
Por que insiste em manter a alma tão fria?
.
Já sabe que não adianta esperar,
Já sabe que não adianta esperançar,
Não tem jeito,
Ele não vai voltar.
.
Você sabe disso, pequeno russinho
Por que insiste em ferir seu frágil coraçãozinho?
Me diga, Diozinho,
Por quanto tempo pretende sofrer sozinho?
.
К сожалению, я не могу даже сказать.
Я просто знаю, что он не заботится.

И, что для меня это ад.

domingo, 16 de novembro de 2014

Eu sou o Bardo

Não adiantava...Estava forte demais. Não conseguiria vencer.

Não pondo Dio em risco, não pondo Giovanni em risco. Não com aquele corpo.

Abraham sorriu, sentado ao lado de Giovanni por um último momento juntos, antes de começar a fazer o que planejava. Seus olhos lacrimejavam, e o sangue que escorria de seu lábio começara a secar. Olhou para cima e depois para ele, dando uma bufada risonha.

Diablo olhou para ele com um olhar confuso, estranhando-o.

Bardo arqueou tristemente as sobrancelhas, sorrindo para aquele que amava. Respirou fundo e disse:

-Eu tenho sido um verdadeiro idiota, não é? – A energia de Bardo era tanta que já conseguia se sentir no ar ao redor de tudo e de todos ali presentes.

-Huh? – Claro, Giovanni notara.

-...Me desculpe. – Um último sorriso fraco, antes de uma explosão de energia jogar seu acompanhante para longe. Uma verdadeira onda de poder, onda de telecinese, quase invisível.

-BARDO?!  - Diablo gritou, já voando para longe dali por causa da explosão. – GAH!

Mesmo assim, Giovanni não era fraco, de fato, apesar de nunca ter visto tamanho poder saindo do corpo do receptáculo de Abraham, sentiu-se impotente por uns segundos. Criou sombras sólidas, segurando-se como se fosse um galho depois de uma cambalhota.

-ABRAHAM! – Tentava chamá-lo.

Bardo se levantara, sem ter o olhar fixo em nada. Mente cheia e vazia ao mesmo tempo, um silêncio agonizante, a dor que se revigorava e regozijava de liberdade. Era por isso que gostava de matar. Deixava o peso de seus ombros ir embora, pelo menos por alguns instantes. Quando sentia o cheiro de sangue.

Suspirou.

Os cabelos brancos do corpo de Dio cresciam, ganhando uma cor castanha. Seus olhos, mais vermelhos do que nunca.  A energia movendo os fios castanhos de cabelo, o cachecol, e cada centímetro de roupa que se deixava levar.

Duas silhuetas negras. Bardo e Dio.

Dio saía do corpo de Bardo, indo para sua mente, para o etéreo, no lugar dele próprio. Mas antes que caísse, Bardo segurou-o com a telecinese, aproveitando que o russo estava desmaiado, praticamente em coma, dentro de sua consciência e o deitou ali, fazendo dele o seu núcleo.

-Me desculpe, Dio... Você estará seguro aqui...

Um sorriso falso, mas que enganaria até a Justiça.

-Eu vou matar todos eles...Afinal...

...

-..Eu sou o Bardo.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Heey ~

Well, eu vou imitar a Asuka e fazer um post rápido, também explicando sobre o projeto Uma Noite em 67 que nossa escola está fazendo.

Bem, essa é a primeira vez que nós, no nosso último ano do ensino fundamental, faremos esse trabalho, que é um tanto tradicional do colégio. Iremos representar, usando, obviamente, os arredores do lugar, em cada sala que foi escolhida para cada equipe, uma representação única de tal dia. Era o auge da ditadura ( -x- para aqueles que se interessarem em saber mais), e nosso trabalho será criar um jornal no estilo da época. Eu fui incumbida de desenhar a charge e de cantar. Ainda não decidimos qual será a música, mas na minha cabeça e na cabeça da Asuka, as melhores seriam Rita e Construção, ambas de Chico Buarque.

Uma Noite em 67 é um trabalho que eu, particularmente, estou ansiosa para fazer, mas ao mesmo tempo vivo esquecendo. Afinal, faltam apenas dois meses para o ano, e tudo que estou preocupada, praticamente, é no pouco tempo que tenho para falar com meus amigos e amigas, visto que mudarei de colégio, depois de três anos nesse. Está valendo que basicamente toda a culpa está no tal colégio, e em boa parte das pessoas que nele estudam. De jeito nenhum digo que é um colégio ruim, ou de todo 'desfuncional', mas é um sistema que não dá certo pra mim. É um dos melhores colégios dos arredores, eu não posso mentir, mas simplesmente não funciona.

De qualquer forma, eu vim falar do trabalho, não de minha vida pessoal. Apesar de eu ADORAR falar mal do colégio onde estudo.

Eu só sei que eu estou ansiosa para o dia, e assim que a música que cantarei for decidida, testarei se consigo aprendê-la no piano, para somar uns 'pontos extras', e conseguir tocá-la e cantá-la perfeitamente. Admito que estou um tanto nervosa. Não sei como será. Da última vez que um evento desse aconteceu, o diretor agrediu verbalmente algumas alunas. Espero que não aconteça algo desse tipo por lá novamente. Eu tive sorte de sair momentos antes do ocorrido. E sinceramente, espero que a música escolhida seja 'Construção'. Eu só cheguei a conhecê-la há uma semana atrás, por causa do Decatlo Linguístico, mas uma vez que a escutei, viciei. Estou quase, completamente, decorando-a, tal como fiz com Primadonna, de Marina and the Diamonds.

Quanto a charge...
Me encontro completamente sem ideias. Não sei o que fazer. Eu tenho que pensar em alguma coisa, por mais que eu tenha mais de quatro semanas para fazê-lo. Tenho que ter ideias. Preciso.

Bem, foi isso então. Espero que não tenha sido incômodo.

~J.L Katlass

domingo, 20 de julho de 2014

O Som de um Piano

O que é este som que ouço?
Daqui, deste interno calabouço?
Seria algo assim?
Tocado por teclas de marfim?
.
O que ouço é uma marcha,
Uma melodia orquestrada.
Ouço um piano, forte como uma mancha,
E ao mesmo tempo tão suave quanto uma doce caramelada.
.
Sons finos, sons graves,
Fazem com que eu trave,
Fazem com que eu imagine coisas,
Coisas que me agradem.
.
Me deixa mais calma,
Me deixa menos ansiosa,
Consigo assim lembrar,
Da minha pessoa preciosa.
.
Lembro-me da angústia que sinto,
Quando alguém não consigo ajudar.
Lembro de minha vontade de chorar.
Lembro de minha vontade de me cortar.
.
É uma digna mistura de sentimentos,
Tantas memórias, tantos acontecimentos,
Parece até que dançam pelo vento,
Me distraio apenas vendo.
.
A sensação que te dá,
Naquelas teclas tocar,
As vezes me fazem delirar,
Mas o prazer de ouvir..
.

É simplesmente algo que eu não posso recusar.

Entredentes.

Essa dor,
Tão incessante.
Tão agonizante.
Faz-me chorar e me perder em pensamentos.
Faz-me lembrar das coisas que me fazem gritar entredentes.
.
Tudo é uma questão de minha mente,
Que se enrola com coisas dementes,
Criando alucinações
E coisas que me fazem gritar entredentes.
.
Sinto minhas lágrimas caírem,
Formando um percurso reto em minhas bochechas,
Deixando minha tristeza eminente,
Coisas que me fazem gritar entredentes.
.
Logo elas secam
E minha pele fica com uma sensação estranha.
Logo abro um sorriso alegremente
E me esqueço das coisas que me fazem gritar entredentes.
.
Se perceberes bem,
Estou quase sempre sorrindo,
Quase sempre me abrindo, quase regularmente
Deixando com que outros saibam as coisas que me fazem gritar entredentes.
.
Preferi tentar ser feliz.
Preferi parar de chorar no canto dos lugares.
Preferi desistir de tudo que me era ruim.
Desistir das coisas que me fazem gritar entredentes.