terça-feira, 1 de outubro de 2013

Soft Yaoi with a little Poetry -w-

As mãos firmes dele me amarrando, brincando e dançando com as minhas, tão frágeis e insensíveis aos outros. Insensíveis àqueles não eram ele.
Éramos como dois bailarinos dançando. Ele segurava-me de forma gentil, tratando meu corpo frágil com carinho. Entrelaçando seus dedos nos meus; fazendo sua língua, um tanto tímida, dançar com a minha. Tudo nele me encantava.
Seu cheiro que me lembravam rosas, sua dócil personalidade que me lembravam os melhores morangos que já tive o prazer de provar, sua forte determinação que me lembravam das crianças que na vida crescem, aprendendo como o mundo é cruel.
Ah, como ele era lindo. Quase tão poético quando a lua e suas estrelas durante a magnífica noite que se manifestava. Seus olhos de um azul profundo me faziam mergulhar nesse oceano de paixões e sentimentos puros. Eu o amava.
Eu ouvia o som de violinos a cada vez que o sentia abraçando-se a mim. Aquele momento de amor, aquele momento que todos, um dia, têm que ter. É estranho retratar a poesia que sinto num momento desses. Mas é impossível deixar de pensar e de agir quando estou com ele.
O meu querido, meu amado. Aquele com quem desejo passar a eternidade junto. Aquele que têm meu coração, minha alma, minha paixão. Aquele que pode ouvir as teclas do piano em dueto com os violinos. Aquele que me salvou da triste vida que eu tinha.
Era amor carnal, mas uma maneira de ficarmos juntos, como um só. A maneira que se conhecia para que isso pudesse acontecer. Podíamos ter as mesmas formas. O mesmo sexo. Mas não importava. Nada mais importa, desde que estejamos juntos.
Ele, que me salvara da triste invocação da morte. Aquele me salvara de tudo e de todos. Sentia-o se movendo por dentro de meu corpo, gentil como uma brisa. Ondas de luxúria passeando por todo ele e por todo o meu ser. Pela minha mente, minha alma.
Era como se fosse o primeiro amor de minha vida. Mesmo que contratempos nos afetem. Mesmo que ondas de ódio e de rancor entrem em nossas vidas. Mesmo que tentem nos afastar... Nada fará com que ele saia de minha vida.
Nossa vida.
Era como um sonho. Aliás, é. Estar pensando de tal maneira, neste momento tão impróprio, é quase como se eu conseguisse ouvir os pensamentos dele. Como se eu conseguisse ler seu próprio movimento. Seu próprio, e belo, corpo.
Entrelaçamos nossos corpos pela última vez, abraçados num calor bom, num suor frio, nas emoções confusas e pusemos nossos orgulhos de lado. Nada poderia nos separar agora.
Apenas eu.

E ele.