domingo, 16 de novembro de 2014

Eu sou o Bardo

Não adiantava...Estava forte demais. Não conseguiria vencer.

Não pondo Dio em risco, não pondo Giovanni em risco. Não com aquele corpo.

Abraham sorriu, sentado ao lado de Giovanni por um último momento juntos, antes de começar a fazer o que planejava. Seus olhos lacrimejavam, e o sangue que escorria de seu lábio começara a secar. Olhou para cima e depois para ele, dando uma bufada risonha.

Diablo olhou para ele com um olhar confuso, estranhando-o.

Bardo arqueou tristemente as sobrancelhas, sorrindo para aquele que amava. Respirou fundo e disse:

-Eu tenho sido um verdadeiro idiota, não é? – A energia de Bardo era tanta que já conseguia se sentir no ar ao redor de tudo e de todos ali presentes.

-Huh? – Claro, Giovanni notara.

-...Me desculpe. – Um último sorriso fraco, antes de uma explosão de energia jogar seu acompanhante para longe. Uma verdadeira onda de poder, onda de telecinese, quase invisível.

-BARDO?!  - Diablo gritou, já voando para longe dali por causa da explosão. – GAH!

Mesmo assim, Giovanni não era fraco, de fato, apesar de nunca ter visto tamanho poder saindo do corpo do receptáculo de Abraham, sentiu-se impotente por uns segundos. Criou sombras sólidas, segurando-se como se fosse um galho depois de uma cambalhota.

-ABRAHAM! – Tentava chamá-lo.

Bardo se levantara, sem ter o olhar fixo em nada. Mente cheia e vazia ao mesmo tempo, um silêncio agonizante, a dor que se revigorava e regozijava de liberdade. Era por isso que gostava de matar. Deixava o peso de seus ombros ir embora, pelo menos por alguns instantes. Quando sentia o cheiro de sangue.

Suspirou.

Os cabelos brancos do corpo de Dio cresciam, ganhando uma cor castanha. Seus olhos, mais vermelhos do que nunca.  A energia movendo os fios castanhos de cabelo, o cachecol, e cada centímetro de roupa que se deixava levar.

Duas silhuetas negras. Bardo e Dio.

Dio saía do corpo de Bardo, indo para sua mente, para o etéreo, no lugar dele próprio. Mas antes que caísse, Bardo segurou-o com a telecinese, aproveitando que o russo estava desmaiado, praticamente em coma, dentro de sua consciência e o deitou ali, fazendo dele o seu núcleo.

-Me desculpe, Dio... Você estará seguro aqui...

Um sorriso falso, mas que enganaria até a Justiça.

-Eu vou matar todos eles...Afinal...

...

-..Eu sou o Bardo.