Hey .-. I'll just post this shit here because of my purretty mom/moirail U.U
Satoru e Alexei Cap. 1
Satoru descia do avião, pisando pela primeira vez em solo
americano.
-Uhh, finalmente saí daquele aperto. – Disse ele, fazendo
uma cara de alívio. – Bem, acho que tenho que ir pro meu apartamento.
Dito isso, foi pegar suas bagagens, chamou um táxi e foi
para o apartamento que havia comprado, próximo ao Central Park. Chegando lá,
havia um rapaz sentado num banco em frente ao edifício, lendo algum livro.
Logo, ele observou o recém-chegado.
“Será que ele mora aqui? Ah, não importa. Eu sou um completo
estranho mesmo”-Pensou, sorrindo para o rapaz que ainda o observava. Levou suas
coisas ao devido apartamento no terceiro andar, pegou o caderno de desenhos e
foi até o Central Park.
Andou por alguns minutos até encontrar um abrigo aconchegante
próximo à uma árvore. Sentou-se lá e pôs-se a desenhar a paisagem, tão bela.
Não demorou para que o silêncio se desfizesse. O mesmo rapaz que antes estava
sentado apareceu outra vez, andando em sua direção.
O rapaz parou junto dele e começou a falar:
-Bem, desculpe, mas não pude deixar de perceber você
chegando no novo prédio. Acho que seremos vizinhos.
-Em que andar você está? – Ele respondeu, sem deixar de
sorrir gentilmente.
-Terceiro..
-Oh... Ainda bem que não vou ser um completo estranho agora.
– Sorriu de novo, dando alguns sombreados no desenho.
O rapaz sorriu também, um pouco tímido.
-Prazer, sou Alexei Stanford.
-Satoru Osamu.
-Bem, pelo que vejo você é um artista.
-Hã?Não de jeito nenhum. Isso está uma porcaria. – Pôs a
língua pra fora, descontente com o desenho feito.
-Claro que não está. Ande, deixe-me ver. – Ele deu uma leve
risada, estendendo a mão.
Satoru entregou-lhe o caderno, meio corado. O rapaz deu um
sorriso de canto e comentou:
-Como você pode dizer que isso não está bom? Você tem
talento, rapaz.
Ele fechou os olhos e sorriu, um tanto mais corado.
-Obrigado.
Alexei correspondeu ao sorriso.
-Posso? – Fez sentido para sentar-se ao lado de Satoru.
-É claro. – Se afastou um pouco para dar-lhe lugar.
Ele se sentou um pouco mais próximo.
-Você não é daqui, não é mesmo?
Satoru respondeu com um gesto negativo com a cabeça.
-Eu sou de Okinawa. Vim estudar aqui.
-Ah,sim. O que você estuda?
-Medicina e Artes.
-Hm... Acho que temos algo em comum. – Sorriu ele, com um
pouco de malícia, fixando o olhar na boca e nos olhos de Satoru.
-Você também estuda essas coisas? – Satoru perguntou,
sorrindo radiante.
-Eu já sou formado em Medicina pela Harvard, mas no momento
estou dando continuidade como licenciatura e bacharelado.
O menor se impressionou e riu de leve.
-E eu ainda estou na metade do curso.
-Caso precise, posso te emprestar alguns livros ou até mesmo
posso estudar com você. – Ele sorriu de canto outra vez, arqueando a
sobrancelha e ainda atentado nos lábios do menor.
-Ah, isso seria ótimo, mas eu não quero te incomodar.
-Não será incômodo nenhum. Será um prazer ajudá-lo. –Sorriu,
tocando gentilmente a mão do menor.
-Obrigado. – Satoru sorriu de novo, olhando disfarçadamente
para o rosto do rapaz.
-E.. Você tem parentes ou amigos aqui?
-Não, minha família e eu não nos damos muito bem e meus
amigos estão todos na lua-de-mel.
-Ah, que chato.
-Nem, eu estou bem com isso. – Ele se encolheu um pouco, ao
ver aquelas lembranças em sua mente.
O maior percebeu a mudança do menor, e logo o interrogou.
-O que houve? Foi algo que eu disse?
-Não,não, foi só um arrepio. – Tentou disfarçar o menor.
-Ora, não tente me enganar. Talvez eu não o conheça à tanto
tempo, mas eu sei que algo o incomodou.
-Ah, não foi nada. Só algumas lembranças que passaram.. –Ele
respondeu, suspirando.
-Bem.. Não quer compartilhar?
-Alguns casamentos,algumas brigas.. Nada de mais realmente.
-Casamentos..? – Alexei mostrou-se interessado, poderia
Satoru ser casado?
-Sim, desde o ano passado que meus amigos não param de se
casar. – Fez uma careta. – Queria eu não ser um para sempre sozinho. – Riu,
fazendo graça de si mesmo.
O maior riu um pouco e disse:
-Desculpe,não pude evitar. Mas se serve de consolo, também
tenho passado por isso à um tempo, desde então, ando solitário pela cidade enquanto
avalio minuciosamente minhas palavras cruzadas. – Ele fez uma cara um tanto
pensativa e sorridente.
O menor riu de leve e disse:
-É.. Por enquanto que não achamos ninguém, o jeito é se virar sozinho.
-Você falou bem: ‘Por enquanto.’
Satoru sorriu, mesmo sabendo que à tempos não conseguia
realmente gostar de alguém.
-Bem...Eu estava passando por aqui,mas queria mesmo era dar
uma volta. Me acompanha?
-Tudo bem. – Ele se levantou e começou a andar junto do
maior.
Com o vento sobre a pele clara de Alexei, o perfume dele
parecia espalhar-se pelos arredores. Algumas jovens moças, muito belas por
sinal, pareciam admirá-lo. Percebendo isso, Satoru ficou com um pouco de
ciúmes, mesmo sem entender muito.
-Acho que tem algumas meninas querendo te conhecer..
-Hm.. Elas são bem bonitas e parecem mesmo interessadas..
Uma delas veio em direção à Alexei. Vendo isso, o menor
virou o rosto corado de ciúmes. Pensava por que razão estaria agindo assim.
-Ah, Oi. Sei que não nos conhecemos,mas.. Minha amiga e eu..
– Ela se referia à outra menina logo atrás. – O estávamos observando. O achamos
bem.. Interessante. – Ela era bem direta e objetiva.
-E como se chama, querida? – Respondeu o maior, percebendo a
vermelhidão no rosto do amigo.
O menor continuava à evitar olhar para os dois,
envergonhado,mesmo que os tenha observado por um breve momento.
-Juddy Clarkson. É um prazer conhecê-lo... – Ela tentou
adivinhar o nome dele.
-Alexei. Alexei Stanford. Bem, este é meu amigo, quero que o
conheça. – O maior pegou no braço de Satoru, percebendo seu distanciamento.
O menor os olhou, evitando que seus olhos se encontrassem.
-Eu.. Sou Satoru Osamu...- Pensava se deveria sair dali.
-É um prazer conhecê-lo, Satoru. – Ela gentilmente o
abraçou, depositando beijos em suas bochechas e fazendo o mesmo com Alexei, só
que o beijou no canto da boca. – Bem, essa é a Penny, minha amiga.
A essa altura, a sua amiga já estava ao lado dos dois,
fazendo o mesmo que Juddy, mas acariciando maliciosamente o tímido Satoru. Ele
se sentiu um tanto envergonhado com os toques dela, mas nada disse à respeito.
-É um prazer conhecê-las.. – Disse ele, timidamente.
-Estávamos passeando por aqui, vocês poderiam nos acompanhar
se quiserem. – Convidou-as Alexei.
Ambas concordaram e logo já estavam os quatro andando
juntos, com as meninas com os braços atados aos dos meninos. Aos poucos, as
duas pareciam chamar a atenção deles com suas atitudes numa lanchonete onde
pararam. Juddy apoiava uma das mãos no membro de Alexei, deixando-o um pouco
excitado. Penny parecia fazer o mesmo com Satoru.
O menor ainda passou algum tempo quieto, mas finalmente
pensou numa desculpa para sair dali.
-Desculpem. Eu tenho que estudar agora. Até mais. – Ele se
levantou, pegando seu caderno das mãos de Penny e saiu andando em direção ao
seu edifício.
-Satoru, espere! Eu o acompanho. – O maior se despediu das
meninas que deixaram seus números de telefone no bolso dele, dando um caloroso
beijo sobre os macios lábios de Juddy.
-Não precisa. Fique conversando com as meninas. – Ele
acelerou o passo quase como automaticamente.
-Satoru! – O maior correu em direção dele e o parou
segurando o braço esquerdo do mesmo.- O que houve? As garotas te chatearam?
Desculpe, isso foi culpa minha. Eu não devia tê-las convidado sem falar com
você antes. – Ele fez uma cara de arrependido, olhando timidamente para o
menor.
-Não, não foi nada. Eu só... – Satoru não conseguiu terminar
a frase.
-Você só..? – O maior incentivou-o, enquanto mantinha seus
olhos fixos nos dele.
O menor se avermelhou e desviou o olhar.
-Eu só estava com vergonha. Você não precisava ter que se
incomodar comigo...
-Claro que precisava.
A essa altura do campeonato, não tinha ninguém à passar pela
rua. Alexei o prensou contra a parede, apoiando as mãos na mesma.
-Nós dois estávamos passeando. Eu deveria ter percebido que
você não estava à vontade junto das meninas. Me desculpe, mas eu preciso te
perguntar uma coisa.
-S-sim? – Gaguejou Satoru, avermelhado,indefeso e cercado
pelos braços do rapaz.
-Você deve prometer que não vai se chatear com essa pergunta
caso sua resposta seja negativa, tudo bem?
-Sim eu..Uh..Prometo. – Satoru estava um tanto curioso.
-V-Você é gay? – Disse Alexei, com o rosto ruborizado.
-Uh..Eu..- Satoru ficou com muita vergonha de admitir,
porém..- Sim! – Respondeu ele, fechando os olhos com força e virando o rosto,
todo corado.
O maior aproximou o seu rosto do dele e sentiu a sua
respiração ofegante sobre a pele.
-Eu.. Desconfiava.. – Ele se afastou, soltando o menor.
-Desculpa.. – Disse o menor, encolhendo-se, envergonhado.
-Ei, não precisa se desculpar por nada. – Ele o puxou num
firme abraço.
De qualquer forma, Satoru não deixou de se sentir meio
arrependido de não ter contado à ele logo. Afastou-se do abraço e se curvou,
num gesto de desculpas.
-Desculpa mesmo.. – Ele saiu em direção do apartamento
lentamente. Tristeza claramente estampada em seus olhos.
O maior foi para o lado de Satoru, acompanhando o ritmo de
seus passos, sem que ambos dissessem uma palavra. Alexei resolveu quebrar o
silêncio logo que entraram no elevador.
-Hm..Bom..Não precisa se envergonhar de nada Satoru. Eu te
respeito muito e não vou deixar de ser seu amigo por causa de um detalhe.
Ele suspirou rindo com um tanto de ironia. Tantos que
disseram isso e mentiram.. Seria Alexei apenas mais um? Pegou as suas chaves
quando chegaram perto da porta e o agradeceu pela companhia, um tanto triste.
O coração de Alexei era partido em pedaços sempre que olhava
nos olhos de Satoru e notava a sua fisionomia triste. O pior era saber que ele
era o motivo da tristeza. Ele precisava fazer alguma coisa. Segurou a mão do
menor, impedindo-o de girar a maçaneta da sua porta e mais uma vez o prensou,
desta vez contra a porta, fazendo que sentisse a respiração ofegante dele
novamente sobre sua pele. Seus rostos bem próximos e as aceleradas batidas no
seu peito não pareciam lhe incomodar.
Satoru se avermelhou mais sentindo a respiração dele sobre a
sua e os seus lábios quase se tocando. Acabou ficando imóvel e indefeso
novamente.
-Eu... Eu só quero que fiquemos bem... – Disse o maior num
sussurro com uma voz sensualmente rouca.
Satoru não pôde falar nada. Fechou os olhos e sentiu um leve
arrepio ao ouvir a voz sussurrante do maior.
-Iremos ficar bem? – Continuou o maior. Quando deu por si,
seu corpo roçava no dele enquanto o prensava ainda mais forte contra a porta.
O menor ficava mais corado à cada instante com os toques
involuntários dele.
-É-é claro.. Se estiver t-tudo bem pra você.. – Respondeu
ele, quase como um gemido.
-Claro que está.. – O maior sentiu algo pulsar por baixo de
sua calça, sem entender bem o porquê. Quando deu por si, já tinha o membro
ereto, roçando entre as coxas do menor que a cada instante parecia mais
amolecido e entregue.
Satoru virou o rosto de tão vermelho e abafava vários
gemidos e suspiros, mas não dava para não perceber que estava ficando submisso.
Até que o maior estava gostando de vê-lo daquela forma, e
algo nele parecia corresponder à tudo. Ainda com um membro que acostumava-se
entre as coxas de Satoru, deslizou uma das mãos suavemente pelo seu rosto, olhos
e boca, até a espessura entre suas pernas e começou a brincar com a
‘masculinidade’ dele.
Dessa vez o menor não pôde conter um dos seus gemidos e
tremeu um pouco, por pura reação.
Alexei nada conseguia dizer. A minutos atrás ele enxergaria
tudo como uma enorme falta de respeito, além do mais, nunca fez nada disso.
Sempre se envolveu com mulheres. Percebeu que boca dele desejava com
clemência,desesperadamente a sua. Roçou os seus lábios nos dele, e resolveu
torturá-lo um pouco mais.
Continuou à fazer carícias e um pouco mais de pressão sobre
o membro ereto que pulsava em sua mão. Aos poucos, foi depositando beijos em
toda extensão do pescoço dele, intercalados com a forte pressão que ele fazia
no membro de Satoru.
O menor não conseguia mais se conter. Gemia e suspirava com
todos os toques e torturas que ele lhe causava. O desejo que sentia apenas
aumentava e se via completamente submisso à ele.
Enquanto mantinha os beijos e pressões pelo corpo dele,
vagarosamente rodou a maçaneta da porta e o empurrou, entrando totalmente no
apartamento. O deitou sobre o sofá com o
corpo encima do dele.
Beijou toda a extensão do pescoço dele até a parte mais
sensível. Depois de tiradas as calças, a sua boxer era o único impedimento.
Agilmente se livrou dela e começou um bom processo de masturbação. Minutos
depois, ao vê-lo se contorcer de prazer, resolveu provar um pouco daquilo que
já se acostumara à sua mão.
O menor sentia suas bochechas queimarem em vermelhidão. O
deixava tomar conta de seu corpo, e assim que ele pôs a boca ‘ali’, pôs as mãos
na cabeça dele, apertando um pouco seus cabelos. Não conseguia parar de gemer e
tremer.
Com leves movimentos, passou a língua sobre a glande de seu
membro, dando leves chupadas e lambidas pela extensão. O abocanhou inteiramente
e começou um movimento de vai-e-vem vagarosamente até se dar por conta que
estavam num movimento frenético.
O membro do menor alcançava até a entrada da garganta do
maior. O movimento parecia sempre mais forte e mais rápido.
Conforme aquilo ficava mais intenso, mais excitado Satoru
ficava, fazendo pedidos mudos por mais. Apertou mais os cabelos dele e tentou
mais uma vez, sem sucesso, conter seus gemidos de prazer.
Alexei sentia o membro dele pulsar cada vez mais na sua
boca, percebendo que logo ele chegaria ao clímax. Resolveu parar e voltou a
acariciar o corpo dele, recebendo um gemido de desaprovação, mas depositando
beijos quentes sobre a pele acesa do menor.
Chegou em seus lábios e decidiu acabar com a tortura.
Mordiscou o lábio inferior de Satoru e logo o beijou totalmente. Logo, sua
língua parecia percorrer toda a boca do menor, travando uma batalha com a dele.
Segurando os cabelos do menor, nem tão gentil, sussurrou no ouvido dele:
-Não acha que está na hora de me recompensar..?
Satoru ficou com os olhos entreabertos e,evitando os olhos
provocantes do maior, abaixou um pouco as calças dele e pôs a mão em seu
membro, fazendo alguns movimentos de cima para baixo, todo envergonhado,
contendo-se para não chegar ao seu clímax.
O maior gemeu baixinho e mandou:
-Ora, continue!
Satoru foi um pouco mais rápido, aproximou seu rosto e deu
algumas lambidas, bem corado, obedecendo-o.
O maior segurou seus cabelos e empurrou-o, fazendo seu
membro ser engolido pela boca do menor.
Fez movimentos de sucção cada vez mais rápidos, querendo
satisfazê-lo. Sentia o membro dele pulsar sobre sua língua e os empurrões que
ele dava sobre sua cabeça, para que fosse cada vez mais fundo.
Alexei sentiu que explodiria ali mesmo e assim aconteceu.
Todo o seu líquido foi jorrado na boca do menor, que engoliu tudo, mesmo que
involuntariamente.
Ele tirou os lábios dali, ainda com um pouco de líquido
escorrendo pela sua boca e seu queixo. Olhou para ele, num outro pedido mudo
para que aquilo não parasse.
-Você quer mais não é? – Deitou-o no sofá e se empurrou pra
dentro dele, sem se importar em prepará-lo antes, recebendo um grito de dor.
Satoru enlaçou-o com as pernas. A dor sendo lentamente
trocada por prazer.
Alexei esperou a respiração dele voltar ao normal e começou
a estocá-lo lentamente, para não machucá-lo mais ainda. Satoru suspirava,
ofegante, e ainda tentava abafar seus gemidos, sem sucesso, é claro.
-Faça barulho, Satoru.. – Alexei pediu, querendo ouvir os
gemidos que ele tentava conter.
-ARGH! – Satoru gemeu alto, e isso deixou o maior ainda mais
excitado, indo ainda mais forte.
Satoru virou o rosto avermelhado, com os olhos fechados com
força, sem conter mais gemido nenhum. O sofá fazia alguns rangidos, mas
realmente não ouviam mais nada além de seus próprios sons.
-M..Mais..Alexei.. –Disse Satoru, mesmo com vergonha. Não ia
mais fazer pedidos mudos.
O maior sabia que uma hora ou outra seu nome seria
proferido. Atendeu ao pedido do menor, indo mais rápida e violentamente,
arrancando gemidos e gritos altos do menor.
Puxou-o para cima, fazendo-o se sentar, penetrando-o ainda
mais fundo.
-A..Alexei..
-Assim está perfeito.. – Disse o maior, quase gemendo
também. Começou a puxá-lo para que fosse cada vez mais fundo.
O menor ajudava, fazendo alguns movimentos de sobe e desce,
o mais rápido que conseguia.
Alexei beijou Satoru novamente, num beijo doce e ao mesmo
tempo forte, cheio de desejo.
Satoru, que a tempos segurava seu clímax, não pode mais se
conter. Seu líquido jorrou sobre seu abdômen e o dele, deixando-o bem
envergonhado. Nem por isso o maior parou. Foi mais forte ainda, lambendo o
abdômen molhado de Satoru, quase chegando ao clímax também.
Até que finalmente, não pôde mais se segurar. Seu líquido
estava dentro de Satoru.
Com a respiração ofegante e a sensação pós-orgasmo, saiu de
dentro dele, fazendo-o deitar sobre seu peito.
O menor se encolheu um pouco sobre o peito de Alexei, que
era um bom abrigo.
-Alexei..Por que você..?
-Eu não sei.. Eu só... Senti que deveria.
-Que quer dizer?
-Eu.. – Alexei se sentou, sem tirar Satoru de seu peito. –
Eu quero você.
Satoru olhou surpreso para ele, bem corado. Será que
finalmente seu amor poderia ser correspondido? Ainda ficou um pouco pensativo,
sem saber se aquilo era realmente verdade.
O maior o abraçou, beijando sua testa e seus lábios.
-Eu quero você, Satoru. – Apertou mais os seus corpos.
-Mas nós..
-Por favor!Eu sei que nos conhecemos hoje, mas.. Eu não
quero mais ver o seu rosto tão triste por minha causa..Eu quero poder proteger
você de tudo e de todos. Eu quero você..
-Alexei...
-Satoru...
Eles se entreolharam e com um beijo, selaram o início do seu
relacionamento.
Fim do Capítulo 1
Satoru e
Alexei Cap 2.
E já fazia um mês desde que aquele magnífico dia aconteceu.
Satoru estava sentado em sua cadeira, tentando desenhar alguma coisa diferente,
mas sempre que devaneava, acabava desenhando o amado e único Alexei.
Ele riu um pouco e desistiu, desenhando-o novamente.
Desenhando a perfeição novamente.
O sons das chaves foram ouvidas, Alexei entrou no
apartamento de Satoru com as chaves que ele lhe dera.
-Surpresa. – Ele estendeu os braços, entregando um pequeno e
belo buquê de flores. – Feliz aniversário, Satoru.
-Mas não é meu aniversário, Alexei. – Satoru cheirou as
flores, rindo.
-Claro que não. É o nosso aniversário de um mês.
-Eu sabia. – Deu um selinho nos lábios do maior. –Eu também
tenho algo pra você. Espera aqui!
-Tá certo.-Ficou lá, obedecendo ao menor.
Satoru pegou uma caixinha de presentes bem bonitinha de sua
gaveta junto com o desenho que tinha feito. Bom, pelo menos o melhor de todos.
-Aqui. Feliz aniversário,Alexei.-Ele sorriu, bem animado.
-Você se importaria se eu abrisse isso depois?
-Por quê?
-É que eu queria sair contigo.
-Ah. Entendi.
-Eu também tenho uma surpresa pra você, então.. – Ele pegou
uma venda de seu bolso direito – Deixe-me vendá-lo.
O menor riu e deixou-o tirar sua visão, temporariamente.
-Pra onde você pretende me levar?
-Se eu dissesse não seria surpresa.
-Nyeeh!
O maior riu e pôs o menor dentro de seu carro, aonde
permaneceram em viagem por uns 10 minutos. Alexei saiu do carro, pegando o
amado com cuidado. Fez ele sentar numa areia fofa e tirou a venda dos olhos
dele.
A visão que Satoru teve era perfeita. Simplesmente perfeita.
Um pôr do sol na praia, sozinho com seu amado no aniversário do seu
relacionamento é simplesmente o que ele sonhara por vários e vários anos, mesmo
quando não conhecia Alexei.
-Meu Deus, Alexei! – O menor apertou um pouco o braço de
Alexei, ansioso. – Isso é muito bonito!! – Ele deu um sorriso radiante, tendo
altas idéias para novos desenhos.
Alexei alegrou-se, vendo que o amado gostou do que ele
preparou. Puxou-o para perto e enlaçou o braço direito nos ombros dele. Ele pôs
a cabeça no seu ombro. Assim que anoiteceu, lentamente Alexei puxou o rosto
fofinho do menor, dando um doce e romântico beijo nos lábios dele.
-Eu te amo, Satoru. – Sussurrou em seu ouvido, causando
arrepios no mesmo.
O menor corou,sorrindo, e se virou para frente dele,
segurando suas mãos. Se lançou para frente, derrubando o maior no chão, e mesmo
com vergonha, o beijou apaixonadamente. Alexei aceitou o beijo, meio surpreso
por ele ter tomado a iniciativa, mas retribuiu com delicadeza.
O menor sentou-se de novo, afastando-se lentamente de
Alexei, com uma cara brincalhona.
-Aonde pensa que vai? – Brincou de volta, o maior.
-Vamos ver se você me pega! – Ele saiu correndo em direção à
água.
Alexei deu algumas risadas e depois de alguns segundos foi
em direção dele, também correndo. A lua refletia bem nos cabelos negros de
Satoru, que brincava na água para Alexei não pegá-lo.
Não sabiam eles que estavam sendo observados.
-Satoru? – Disse a garota, observando atentamente ao pequeno
japonês como se o conhecesse. Como de fato era. – Então é aqui que você está..
– Ela sorriu, um tanto sádica.
Enquanto isso, na água, Alexei pulara encima do amado,
conseguindo, finalmente, agarrá-lo.
-Haha, consegui. Qual é o meu prêmio?
-Prêmio? Não me lembro de nenhum prêmio. –O menor tentou se
desviar do assunto.
-Nem venha com isso. –
Pegou-o de surpresa nos braços.
-Que está fazendo??
-Pegando meu prêmio. - Andou com ele de volta até o carro,
mesmo que ele se debatesse de vez em quando. O pôs no banco de trás, e foi para
o motorista, dirigindo o carro cuidadosa, mas rapidamente.
-N-Não tão rápido! Vamos acabar batendo!
-Mas já chegamos.
-Já? – Quando viu, estavam em frente a um restaurante bem
chique. Impressionou-se. – Uia!! - Seus
olhos azuis,quase tão claros quanto branco, brilharam ao ver tantas comidas de
cara boa e cheirando bem.
-Vem, eu fiz uma reserva pra gente.
-Mas você não vai..
-Não é em público. O dono daqui é um amigo meu. – Entraram
no restaurante e foram até uma área mais reservada, com apenas uma mesa para os
dois.
O garçom logo chegou e cumprimentou Alexei, fazendo o mesmo
com Satoru em seguida e anotou os seus pedidos.Logo a comida chegou, e os dois
comeram. Principalmente Satoru que estava morrendo de fome e também estava com
olho grande.
A parte que o menor mais gostou foi a sobremesa. Mas ele
comeu tanto que esqueceu que teriam que pagar no final. Quando se deu conta,
quase se desesperava.
-Meu Deus, Alexei, eu comi demais. Como vamos pagar isso?
-Não precisam. – Disse um rapaz de terno, aproximando-se dos
dois. – Esse é um jantar especial, então é por conta da casa.
-Jonathan, achei que não ia mais aparecer! – Disse Alexei,
animado ao ver o amigo.
-Haha, eu já estava de saída. Vim ver se vocês estavam
satisfeitos.
-E cooomo!! – Disse Satoru, bem animado.
Jonathan sorriu e perguntou:
-Então, você é o novo namorado do Alex, né?
-Huh? Eu.. Hã..- Não sabia se a sua resposta incomodaria o
amado.
-Sim. –Respondeu Alexei, percebendo a preocupação do menor.
– Não se preocupe, Satoru. Jonathan não liga pra essas coisas.
-Claro que não. Que tipo de humano não aceita o outro do
jeito que ele é?Bom. Não quero atrapalhá-los mais ainda. Até mais Alex. E foi
um prazer conhecê-lo, Satoru.
-O prazer foi meu, Jonathan. – Sorriu ele.
O rapaz foi embora e depois de uma meia hora, os dois foram
também. Chegando no apartamento de Satoru, a primeira coisa que ele fez foi
pegar o presente de Alexei e dá-lo de novo.
-Abra. Agora. – Ele ordenou, bem ansioso.
-Hã...Claro. – O maior pegou a pequena caixa vermelha e
enfeitada e a abriu com delicadeza, encontrando uma pequena caixa de som que fazia
tempo que ele queria. – Satoru, essa é..
-É a que você queria não é? Por favor, me diga que é!! –Ele
corou, achando que tinha errado o presente.
-É claro que sim,Satoru! – Ele parecia muito contente. Deu
um sorriso radiante, observando-as como geralmente observava o amado. – Meu
Deus, isso era bem caro! Como você conseguiu?
-Bem, desde que você disse que queria que eu vinha juntando
dinheiro. E eu queria te dar algo que você gostasse muito. – Ele falou mais
algumas coisas, mas Alexei não parecia ouvi-lo.
Guardou-as de volta na caixa, com muito cuidado para não
causar sequer um arranhão, e mesmo que Satoru ainda estivesse falando, o
agarrou e o abraçou, bem forte.
-Obrigado, Satoru.
O menor corou e retribuiu o abraço.
-De nada.
O maior deu um beijo nos macios lábios do menor, sentindo o
sabor dele. O menor retribuiu e os dois foram para o quarto.
O menor, ingênuo, começou a tirar as roupas para tomar um
banho, mas foi rapidamente interrompido pelas mãos gentis de Alexei,
acariciando-o.
-Vamos, tome banho comigo, Satoru. – Ele sussurrou, mordendo
a ponta da orelha do menor, que gemeu de levinho.
Eles andaram, sem se desgrudarem, até a porta do banheiro,
que foi facilmente arrombada pelo maior, sem querer perder tempo. Pôs a
banheira para encher e se virou novamente para o menor, observando a pele
pálida e bela que ele possuía. Tirou suas próprias roupas e tirou o resto das
do menor.
Beijou-o novamente e pegou-o nos braços, derrubando-o na
água. Óbvio que a água escorreu, mas ninguém ligou. Iria secar de qualquer
jeito. Entrou logo depois, fazendo ele sentar em seu colo. Sem penetração
alguma, ele começou a torturá-lo um pouquinho, só para ouvi-lo gemer.
-Arg..Alexei...Ah.. – Ele não se continha por saber que o
maior gostava dos barulhos que fazia.
Lambeu o pescoço do menor e deu-lhe algumas mordiscadas.
Depois a força das mordidas foram aumentando. Queria deixar marcas nele para
que todos soubessem que ele era seu. Apenas seu.
Acariciou seu membro pelas costas do menor, provocando-o.
Ele virou a cabeça, para olhar para o maior, e este aproveitou para beijá-lo
com intensidade e colocar dois dedos em sua entrada. Dessa vez iria prepará-lo.
Uma vez penetrados os dedos, ele começou a movê-los pelo
interior quente e apertado do menor, que não parava de gemer e tremer um pouco,
do jeito que Alexei gostava. Mordeu-o na bochecha, deixando a marca dos seus
dentes bem no rosto do menor. Mas ele não podia resistir a aquelas bochechas
gordinhas e mordíveis.
Ele ainda passou algum tempinho acostumando-o com seus dedos
até removê-los, recebendo um gemido de desaprovação. Torturou-o um pouquinho
mais pondo apenas a sua glande dentro dele.
-Vamos..Logo com isso.. Argh! – Ele pediu e gemeu mais.
-Como quiser. – Ele entrou dentro do menor, sem se importar
de um pouco de água entrar junto.
O menor tremeu e gemeu alto, respirando rapidamente. Olhou
para ele, num pedido mudo de que ele começasse logo à estocá-lo.
-Eu nunca resisto à essa sua carinha. – Pôs as mãos pelo
abdômen dele, puxando-o para baixo para que fosse ainda mais fundo, e ele mesmo
começou a se movimentar, para senti-lo dentro de si.
O maior aproveitou para masturbá-lo com uma das mãos e tocar
em seu peito com a outra, mordendo tudo que podia pela pele das costas do
menor. Até não agüentar mais ficar sentado e fazê-lo ficar de quatro. Estocou-o
com força dessa vez, mais força do que o normal, e fez o menor delirar de
prazer. Tal como o maior também.
O menor fazia caras de ‘Quero Mais’ a cada momento e Alexei
sempre o obedecia, dando tapas de diferentes forças nele. O menor gemia e gemia
sem parar, ficando tão louco de prazer quanto o maior. Que abraçou seu corpo,
fazendo os dois chegarem ao clímax, um depois do outro.
O maior saiu de dentro de Satoru, com o seu líquido
escorrendo pela entrada dele, enquanto todo o abdômen do menor e a sua mão
estavam sujos com o dele. Vendo isso, Alexei lambeu os dedos, engolindo tudo
que entrava em sua boca.
-Alexei... – O menor se virou, deitando-se no peito do
maior.
O maior aproveitou para pegar o shampoo ao seu lado e lavar
os cabelos negros do menor, com muita gentileza e um sorriso em seu rosto.
Quando deu por si, o menor adormecera em seu peito.
Deu uma leve risadinha, terminando de limpar a ele e a si
mesmo, e o pegando nos braços novamente. Vestiu-o e o pôs na cama, cobrindo.
Depois, vestiu-se e foi para a cama, fazendo-o deitar novamente sobre seu
peito.
Acabaram dormindo por um bom tempinho, até o despertador
estragar tudo. Bom, o sono de Alexei era pesado de mais, então ele não acordou.
Mas Satoru... bom. Ele quase gritou de susto.
-Argh, odeio esse despertador... –Desligou-o as pressas. Não
tinha faculdade hoje.
O menor olhou para o rosto fofo de dorminhoco do maior e
sorriu, achando tão perfeitas as caras que ele fazia. Logo, foi puxado para
junto. Ele havia acordado.
-Bom dia, Satoru.
-Ugh – Ele o estava apertando com muita força.- Bom dia,
Alexei.
Alexei sorriu para ele e deu-lhe um beijo na testa, olhando
para o relógio em seguida.
-Holy shit, já é essa hora?? Eu preciso ir!
-Pra onde?
-Me chamaram pra dar aula na faculdade como professor
substituto.
-Uh...
-É só por hoje. Nem se preocupe.
-Hunf.
O maior ajeitou as suas roupas e saiu as pressas. Já estava
quase se atrasando, afinal de contas. O menor ficou lá, sem ter o que fazer por
umas 4 horas.
-Quer saber? Eu vou sair. – Escreveu um recadinho caso ele
voltasse mais cedo, dizendo aonde iria. – Para a livraria!
Se trocou, pegou as suas chaves e todas as outras coisas
necessárias e foi de ônibus para a livraria que tinha a alguns quarteirões
dali. Chegando lá, foi direto para as informações, para saber se eles tinham o
livro do The Legend of Zelda.
Disseram que tinha, então ele subiu logo para a sessão onde
o mesmo se encontrava. Avistou-o rapidamente com seus olhos biônicos para
Zelda. Correu até ele e no mesmo instante que ia pegá-lo, sua mão tocou com
outra.
Olhou para o lado e viu uma garota. Não sabia quem era, mas
ela lhe parecia um tanto familiar.
-Ah, você também gosta de Zelda? – Disse ela.
-Uh..Sim. – Ele respondeu.
-Pode ficar com o livro. Eu só queria vê-lo mesmo.
-Uh...Obrigado.
-Então, você é japonês também?
-Como descobriu?
-Você tem olhinhos puxados, apesar de serem bem clarinhos.
-Ah, fui denunciado. – Ele fez graça.
-Haha. – Ela riu.-
Não precisa ter vergonha. Eu também sou japonesa.
-Você é? Qual é o seu nome?
-Kumiko Satsuki.
-Você é parente do Usui?
-Usui Satsuki? Sim, sou uma prima dele.
-Ah. Ele nunca me falou sobre você.
-Vocês eram amigos?
-É.. Tipo isso.
-Entendo. Quer conversar um pouquinho?
-Claro, deixa eu só pagar esse livro.
-Okay.
Feito isto, os dois foram para a lanchonete que havia na
grande livraria, sentaram-se, pediram algumas coisas pequenas e começaram a
conversar mais e mais, até se tornarem amigos. Eles riam sem parar, mesmo
tentando não fazer muito barulho. De fato, eles conseguiam segurar a altura da
risada.
-Meu Deus, eu não fazia idéia de que você era tão engraçado,
Satoru.
-Engraçado? – Ele riu junto, sem acreditar nela.
-Vem, vamos pro meu apartamento.
-Ah eu não posso, tenho que voltar antes do Alexei.
-Ele pode esperar alguns minutinhos.
-Uh, eu não tenho certeza.
-Por favoooooor!
-Tá bem. Deixa eu só avisá-lo por mensagem.
Ele pegou o celular, mandando uma mensagem para ele dizendo
que poderia se atrasar a chegar em casa e foi para o apartamento de Kumiko.
Chegando lá, ele encontrou todos os jogos de Zelda que ele gostava, os
instrumentos musicais que adorava ouvir e também suas bandas e filmes
preferidos.
-Nossa!Tem tudo que eu gosto aqui!
-É mesmo? – Ela riu, com um pouquinho de sarcasmo na sua
voz. Parecia que ela sabia exatamente o que ele gostava antes mesmo de
conhecê-lo.
-Sim! Todos os jogos de Zelda que eu gosto, as minhas bandas
preferidas,meus filmes preferidos...Você lê mentes, Kumiko? – Ele riu, ingênuo.
-Não, Satoru. Eu simplesmente sabia antes de te ver de novo.
-Hã? A gente já se conhecia?
A garota olhou para ele, um tanto ameaçadora e começou a
tirar as roupas.
-Kumiko, que está fazendo? Eu não...
-Não é hetero né? Eu sei disso. Eu também não sou. – A voz
dela engrossou um pouco.
-Essa voz.. Eu conheço você?
Até que a garota tirou toda a roupa, mostrando seu tórax
masculino,sua boxer e finalmente, ao tirar a peruca, os cabelos loiros de Usui.
-Olá Satoru.
-Usui?? Por que estava vestido de garota?
-Eu pensei que poderia te satisfazer mais assim.
-Eu sou uke. Além do mais eu tenho namorado.
-Eu sei. Mas eu quero você.
-Não. –Ele se levantou, afastando-se até a porta. Procurou
as chaves pela maçaneta, mas não as encontrou. – Droga!
-Está procurando isso aqui, Satoru? – Disse ele, pendurando as chaves nos
dedos. – Acha que eu sou idiota de deixar aí pra você sair?
-Me deixe sair!
-Não.
Ele pegou o celular para avisar à Alexei, mas foi
interrompido pelo ataque de Usui, de qualquer forma gritou e tentou mais uma
vez digitar as palavras corretas no celular. Vendo que o loiro iria atacar
novamente se encolheu e aproveitou para conseguir digitar e enviar tudo à
Alexei, mesmo com alguns erros gráficos, ele seria capaz de entender.
Usui então pegou o celular dele e jogou-o na parede,
fazendo-o se desmontar todo.E virou Satoru para frente. O menor lutou e lutou,
sem sucesso, Usui estava bem mais forte que antes.
-Para,Usui! Eu não quero!
-Mas eu quero!
-Faça com outra pessoa!
-É só você que eu quero!
-Argh!! – Ele puxou os cabelos de Satoru com força, para
deixá-lo indefeso e segurou suas mãos em seguida. As pernas de Satoru eram
abertas por ele, mas o menor não era idiota. Chutou-o ‘naquele lugar’,
fazendo-o se contorcer um pouco. Aproveitou para se afastar até a janela, mas
não dava pra pular dali.
Olhou para os lados e gritou por ajuda, mas ninguém pareceu
ter lhe ouvido. Quando olhou para trás, o loiro estava lá, e o agarrou com
violência, jogando-o na cama. O menor ainda tentou se afastar e debater, mas
foi imobilizado e suas mãos foram amarradas.
-Me deixa em paz, Usui!!
-Fique quieto!
Usui pôs um pedaço de pano na boca de Satoru, para que ele
pudesse apenas gemer e tentar gritar, segurando as pernas dele com as suas
próprias. Foi abaixando lentamente as calças do menor que tentava de todo jeito
se afastar dele. Visto que as calças foram totalmente abaixadas, pôs-se a
lamber a entrada dele, de vez em quando penetrando a língua nele.
Satoru gemeu de desaprovação. É claro que não queria aquilo.
Teria Alexei visto a sua mensagem? Óbvio que ele tinha deixado o endereço de
Usui no texto, mas não conseguia se livrar do loiro.
-Quem vai salvar você? Pobre e indefeso Satoru, você me
encanta com esse seu jeito inocente. – Ele disse, passando a mão por baixo da
camisa do menor.
O menor se abaixou na cama, apertando a mão de Usui com
força, mas ele só fez abaixar a mão pelo seu corpo e acariciar o seu membro. O
menor tremia e tremia, abafando cada gemido que sua boca mandava fazer, até que
se ouviu um estrondo na porta.
O loiro não se importou muito na hora e continuou o que
estava fazendo, até que outro estrondo foi ouvido. No terceiro estrondo, a
porta foi aberta e Alexei entrou, furioso no apartamento, rapidamente avistando
o amado sendo molestado.
Nem pensou duas vezes em ir correndo até o loiro e o
empurrar, dando socos em seu rosto em seguida. O loiro se afastou um pouco,
também lutando contra Alexei. O maior aproveitou para desamarrar as mãos de
Satoru e levantar suas calças, deixando-o livre.
Mas é claro que o loiro não aceitou isso. Afinal, na cabeça
dele, Satoru era seu objeto de prazer, e não ia deixar outro homem levá-lo.
Atacou Alexei sem piedade, mas foi afastado pelo menor, com a maior força que
ele poderia fazer.
-Deixe-o em paz!! – Gritou Satoru, vermelho de raiva e
vergonha. – Eu não sou mais seu namorado desde três anos atrás! Vai procurar
outra pessoa, Usui!!
-Eu não quero outra pessoa, Satoru. Por que não entende?
Você é o único que eu quero!!
-Mas eu não quero você. Você não é a pessoa certa pra mim.
Alexei é.
Alexei ficou calado, ouvindo a discussão dos dois, pondo-se
na frente do menor para protegê-lo.
-Satoru, venha comigo, agora.
-Você não manda em mim.
-Mas eu tenho tudo que você gosta!
-Amor não se compra! – Foram as últimas palavras que Satoru
disse antes de pegar Alexei pelas mãos, pegar seu celular desmontado e sair as
pressas, fechando a porta com força.
-O que foi isso, Satoru? – Perguntou o maior.
-Em casa eu te explico. – Satoru só queria sair dali o mais
rápido possível.
Entraram no carro do maior e dirigiram-se rapidamente a casa
de Satoru, onde sentaram-se e Satoru não parou de pedir desculpas repetidamente.
-Calma,Satoru. – O maior o abraçou. – Conte-me o que
aconteceu. Quem era aquele cara?
-Ele é o meu ex namorado, Usui Satsuki.
-Ex?
-Sim. Eu não sei como, mas ele descobriu que eu estava em
Nova York, comprou um apartamento próximo do meu, sabia que eu estava com você
e tentou me estuprar ali!!!
-É.. Eu estranhei você não atender o telefone depois daquela
mensagem que você mandou.
-Ele jogou meu celular na parede.. Eu tentei lutar, eu te
juro, eu não queria aquilo!!
-Eu sei. Eu acredito em você, Satoru.-Abraçou-o novamente, dando um selinho em
seus lábios.- Quer que eu fique aqui hoje de novo?
-Sim.. Ficar sozinho é o que eu menos quero agora, Alexei.
-Shhhhh... Tá tudo bem.
O menor ainda tremia um pouco assustado, abraçando o maior
com força.
-Desculpa....
-Shhh, Satoru. Só durma um pouquinho.
O menor fechou os
olhos e rapidamente dormiu, recebendo carinhos gentis do maior em sua cabeça.
Fim do Capítulo 2.
Satoru e Alexei Cap. 3
Três dias depois do ocorrido com Usui, Satoru já parou de
pensar sobre isso. Ele, mesmo que não achasse muito certo, o perdoara. Ele não
tinha culpa de não achar ninguém que combinasse com ele. Como o pequeno era
compreensivo e pacifista.
Estava no ônibus em direção a faculdade de medicina que
estava fazendo. E como aquele professor que Alexei ia substituir ainda não
tinha se curado, ele é que ia dar a aula. Estava muito ansioso pra ver seu
professor preferido.
Chegando lá, foi direto para sala, mesmo que ainda faltassem
15 minutos para a aula. Pôs uma maçã na mesa de Alexei, tirando onda, e
sentou-se junto aos seus colegas. Conversaram por alguns minutos quando Usui
chegou. Sim. Agora ele estava estudando junto com Satoru.
Logo , o loiro chegou perto do menor e disse:
-Satoru.. Será que a gente poderia conversar sobre aquilo?
-É claro. – Satoru desconfiava, mas estava curioso para ver
o que ele queria falar. Foram até o canto da sala, onde não havia ninguém.
-Olha, me desculpa tá? Eu sei que eu forcei as coisas... Eu
ainda gosto de você e tal, mas por favor, me desculpa.
-Eu já desculpei, Usui. Nem se preocupe com isso. –
Abraçou-o. – Sejamos amigos de novo, tudo bem?
Usui sabia a razão de gostar de Satoru. Nem conseguia acreditar
que quase estuprara alguém tão gentil como ele. Estava bem arrependido de tudo.
Logo, sentaram-se de novo nos devidos bancos e Alexei chegou
para dar a aula, olhando disfarçadamente para Satoru e Usui. Ainda queria
proteger o menor dele, mas não podia fazer nada numa sala de aula.
Depois das aulas serem devidamente dadas em seu devido
tempo, dispensou os alunos, saindo da sala junto com Satoru.
-O que ele está fazendo aqui, Satoru? – Ele perguntou
baixinho.
-Ele estuda aqui também. Não se preocupe, Alexei. Ele já se
desculpou de tudo.
-Acho bom mesmo. Ou ele vai se ver comigo.
-Não precisamos de violência aqui. – Fez uma careta.
-Vai que, né? – Disse o maior, fazendo uma careta também.
Foram para o jardim do campus, que era muito bonito e
sentaram-se lá, distantes de todos. Ficaram ali sentados observando o local por
algum tempinho, calmos e em silêncio. Até que Satoru abriu os olhos novamente e
pôs o dedo nos lábios de Alexei.
-Pop! – Fez uma cara fofinha.
-Não me provoca com essa sua carinha, Satoru. – Apertou as
bochechas dele.
O menor riu e deixou suas bochechas grandes serem apertadas.
-Vamos sair daqui?
-Se você quiser, por mim tudo bem, Alexei.
O maior se levantou, levantando também ao amado, e começaram
a andar juntos pelos caminhos vazios do campus, com as mãos dadas. Depois de
darem alguns passos, o maior fez uma cara triste. Não demorou para o menor
perceber isso e perguntar:
-O que houve, Alexei? – Preocupou-se.
-Hã?
-Por que está fazendo essa cara? – Parou de andar,
virando-se para ele.
-Ah. É que eu quero te contar uma coisa.
-Hm?
-Eu vou ter que viajar e passar uma semana fora. Minha
irmãzinha está muito doente e eu sou o único médico da família.
-Meu Deus! Ande logo! – É óbvio que não queria que ele
fosse, mas não iria deixar que sua desconhecida cunhada de quem Alexei tanto
falava doente daquele jeito.
-Você me perdoa? É que vou ter que viajar hoje a noite.
-Eu vou esperar você. Não precisa se desculpar por nada.
–Abraçou-o.
-Enquanto a noite não chega, que tal sairmos um pouco?
-Tudo que você quiser.
Ele sorriu e levou o menor a um parque de diversões, onde
andaram principalmente nos brinquedos que ficavam de cabeça para baixo, só pra
deixar o menor tonto. Ao sair da última montanha russa que andariam, o maior
não conseguia parar de rir.
Satoru andava sem rumo, com os lábios entreabertos e os
olhos fechados. Bolinhas de tontura pareciam flutuar sobre sua cabeça.
-Vem, Satoru. Por aqui. – Riu de novo, puxando-o para uma
cadeira.
-Nyeeeheheee. –Girava a cabeça, sem conseguir esconder que
estava tonto.
O maior deu à Satoru um copo de água, para ver se a tontura
se dissipava.
-Nyeeeeeeeeh. – Ainda girou um pouquinho por aí até voltar
ao normal. –Uufa, acabou. – Disse o menor, aliviado.
-Hehe. Quer ir embora agora?
-Por favor!
Alexei riu de novo e o levou para o carro. Foram até um
campo ali perto, vazio ,limpo e silencioso. Estacionou o carro lá, e sem sair
de dentro,se acomodou na poltrona.
-Vai ser difícil passar uma semana sem você. Eu não sei se
vou agüentar.
-Alexei, é só uma semana. A gente -Respirou fundo- Agüenta.
O maior riu, vendo que o menor estava mentindo sobre isso e
o abraçou, deixando-o corado.
-Eu vou ficar louco sem você do meu lado. Mas eu prometo que
voltarei o mais rápido que eu puder.
O menor balançou a cabeça positivamente como resposta e se
inclinou até ele, tocando os seus lábios nos dele com gentileza e timidez.
Ficou encostado no ombro dele logo depois e passaram algumas horas ali, só
observando o tão belo luar, até dar a hora de Alexei partir.
Alexei os dirigiu para o aeroporto, de onde iria voar para a
Califórnia. Foi para o determinado portão do seu avião e esperou o mesmo abrir.
Antes de dar a passagem à moça, olhou pela última vez para o amado e pôde ver
algumas lágrimas escorrendo sobre as bochechas gordinhas do mesmo.
Sorriu, mesmo que sofresse por dentro e entrou dentro do
avião. Partindo assim por uma semana.
Satoru suspirou, depois de chorar silenciosamente uma meia
hora. Iria demorar muito mais para o vôo ser completado. Pegou o carro e foi
para casa. Jogou-se no travesseiro, sentindo o cheiro dele.
-Que droga... Eu odeio ficar sozinho... – Ele disse,
agarrando-se a almofada.
Resolveu ir pegar algum álbum de fotos, para ter lembranças
de seu tempo de criança no Japão. Era a única coisa que poderia distraí-lo
naquele momento. Pegou o primeiro que viu, e logo na primeira página estava uma
foto sua com Usui e Satoshi. Seus melhores amigos.
Ah, boas lembranças aquelas. Mesmo que aqueles contratempos
tenham acontecido, eles nunca deixaram você de lado. Ah, Satoshi. Como você
sentia falta dele. Mesmo que estivesse do outro lado do mundo, ainda iria
viajar para visitar o seu túmulo no dia de seu aniversário.
Alexei lhe lembrava muito o seu primeiro amor, mas não era
por isso que ele o amava. Ele amava o maior do jeito que ele era. Deitou-se de
novo, largando os álbuns de volta da gaveta.
-O que eu vou fazer sem ele por uma semana? –Ficou rolando e
rolando nos lençóis da cama por algum tempo até ouvir o celular tocar.
Foi até ele com pressa e atendeu sem ao menos saber quem tinha
ligado.
-Alô?
-Satoru?
A voz era bem familiar. Era de um homem. Infelizmente não
era Alexei.
-Moshi moshi? – A voz falou, provando ser da família de
Satoru. Era seu pai.
-Oto-san? Nani wo?
Eles começaram a conversar em japonês, e Satoru estava sendo
um pouco agressivo. O que ele estava dizendo? Por que ele voltaria pro Japão
agora? Por que a mãe morreu? Ah, isso era o que Satoru queria desde pequeno.
Quem mandou que aquela mulher fosse um monstro?
Ainda discutiram um pouco mais antes de Satoru desligar o
telefone na cara dele. Chutou algumas coisas e ouviu o telefone tocar de novo.
Achando que era seu pai de novo, atendeu e o xingou em japonês.
-Satoru? O que você está dizendo? – Era Alexei.
-Alexei? Ah, desculpa! Eu achava que era outra pessoa.
-Quem? Usui?
-Não... Mas não importa. Como foi a viagem?
-Foi normal. Mas você está bem mesmo? Mesmo que eu não
entendesse nada que você estava falando, você parecia bem zangado.
-É que meu pai ligou.
-Seu pai?
-Sim.
-O que ele queria?
-Queria que eu voltasse pro Japão.
-Huh? Por quê?
-Ele disse que minha mãe tinha morrido...
-Ah. Eu sinto muito.
-Não! Não sinta nada! Aquela mulher merecia morrer!
Alexei se assustou um pouco com a atitude de Satoru.
-Como assim, Satoru?
-Alexei..Se você tivesse a mínima idéia do que ela fazia
comigo e com meus amigos... Você pensaria do mesmo jeito que eu...
O maior ainda ficou meio assustado, mas não comentou mais
nada a respeito. Conversaram por mais alguns momentos até que...
-Satoru, tenho que ir agora.
-Mas já?
-É. Desculpa mesmo.
-Tá. – Ele inflou as bochechas, mesmo que Alexei não pudesse
ver isso.
O maior riu um pouco, imaginando o que o menor tinha feito e
disse, por mera coincidência:
-Desinfle essas bochechas gordas, Satoru.
-Como você sabia? – O menor fez graça
O maior riu mais um pouquinho e se despediu, desligando o
telefone. O menor suspirou, sem saber quanto tempo levaria para ele ligar de
novo. Resolveu sair e tomar um sorvete. Era outra coisa que poderia distraí-lo
naquele momento.
Já que a sorveteria era ali perto, ele não precisou usar o
carro do maior. Entrou lá e fez a mais bola de sorvete que já tomara na vida.
-Nyeh, fica tudo tão vazio sem ele aqui. – Falou sozinho,
devorando mais uma colher.
A TV da sorveteria estava ligada.Estava passando um noticiário.
Logo a repórter começou a falar algo sobre um acidente de carro que aconteceu
em San Diego. Disse que um motorista bêbado perdeu o controle do carro e bateu
num homem. Logo em seguida, a repórter disse:
-O nome da vítima é Alexei Stanford. Ele tinha viajado para
tratar da irmã, que está com uma doença grave.
-Huh? Alexei...Stanford?? – Disse Satoru. – Não.. Não pode
ser verdade.
-Alexei foi internado nesse hospital com uma perna e um
braço quebrados e provavelmente não acordará por mais de dois dias.
-Alexei!!! – Satoru se desesperou. Tratou de deixar a
porcaria do dinheiro do sorvete ali e sair correndo sem rumo. – Alexei! Alexei!
– Não parava de repetir seu nome, bem desesperado.
Quando sua consciência voltou ao normal, tratou de pegar o
carro e ir direto para o aeroporto e comprar a passagem para San Diego. O
problema era que o vôo era só para duas horas. Mas não importava! Precisava ver
Alexei.
Imaginando o que poderia acontecer, olhou para a TV da sala
de espera do aeroporto. Ainda sobre o caso de Alexei, a repórter disse:
-Os médicos falaram que é possível que ele nunca mais acorde
de novo, já que seu sistema nervoso foi afetado..
Satoru parecia estar surdo. Suas sobrancelhas franzidas,
boca entreaberta e os olhos com lágrimas caindo, deixavam claro que suas
esperanças estavam acabando.
-Ele.. Nunca mais vai acordar?
Fim do Capítulo 3.
Satoru e
Alexei Cap. 4 (Final)
-Ele nunca mais vai acordar? Não, claro que não.. Isso é uma
mentira, não é?
Satoru estava desesperado, sem nada demonstrar por fora.
Como ele poderia perder o amado daquele jeito? Como ele poderia ter sofrido
aquilo? Não agüentava mais esperar. Pra sua sorte, o avião logo chegou e ele
foi o primeiro a entrar lá dentro.
Ficou roendo as unhas e tremendo por toda viagem, imaginando
se o pior poderia acontecer. Pior ainda, a viagem duraria seis horas.
Seis.Malditas.Horas! Ele não ia agüentar tanto tempo se preocupando e cada
segundo parecia uma eternidade. Não agüentou e acabou desmaiando ali mesmo,
sentado na poltrona.
Quando acordou, o avião já tinha pousado. Os passageiros
retiravam as bagagens de mão do compartimento acima. Logo Satoru se soltou do
cinto e saiu correndo até a saída.
-Senhor, não vai levar sua bagagem?
-Eu não trouxe bagagem! – Disse, pulando para a passagem que
ainda estava sendo colocada.
Correu até lá fora e pegou um táxi o mais rápido possível,
ordenando que ele fosse até o hospital onde Alexei estava. E tinha um filho da
puta de um engarrafamento no meio do caminho. Como estava bem impaciente, deu o
dinheiro que devia ao taxista e saiu correndo pelos carros, indo em direção ao
hospital, que pra sua sorte, estava mais próximo do que parecia.
Chegou lá bem cansado, e foi direto para a recepcionista
dizendo:
-Qual..Qual é o quarto que..Alexei Stanford está??...
-234 senhor. Você é algum parente dele?
-Não, ele é meu namorado! – Disse, sem vergonha nenhuma.
-Ah, entendi. -A moça era compreensiva.- É só pegar o
elevador a sua esquerda.
-Obrigado! – Foi andando rápido, para não fazer muito
barulho para os outros pacientes.
Entrou no elevador e apertou diversas vezes o botão do 2º
andar. Chegando lá, começou a procurar o quarto onde Alexei estava. Ele estava
no fim do corredor. Andou o mais rápido possível até lá e abriu a porta, de
fininho.
Lá estava ele. Todo enfaixado e machucado, dormindo
profundamente. Deu um suspiro ao vê-lo daquele jeito e sentou-se na poltrona do
seu lado.
-Desculpa...Desculpa não estar aqui pra te proteger naquela
hora..-Ele começara a chorar, só de olhar para ele.
Logo, um dos médicos entrou no local e perguntou o que ele
fazia ali.
-É que..
A mesma recepcionista veio até o médico e disse-lhe:
-Não se preocupe doutor. Eles são mais que amigos.
O doutor fez uma cara estranha, encarando Satoru e saiu
dali, tal como a recepcionista também, deixando-os sozinhos.
-Eu imagino por quanto tempo você vai ficar
dormindo...Alexei..Alexei me desculpa.. – Ele não parava de se culpar por
aquilo.
Ele, ainda chorando, olhou para uma mesinha que tinha ali,
com os exames dele encima. Curioso, pegou-os e começou a ler. Eles diziam que
ele só poderia acordar daqui a um mês, e quando acordar ainda terá meses de
recuperação. Ele tinha uma lesão muito grave.
Chorou mais ao ler aquilo, mas ele não iria abandonar
Alexei. Ficaria morando em San Diego até ele acordar. E foi o que ele fez.
Hospedou-se em um hotel qualquer e ia no hospital todos os dias. Todos de lá o
conheciam e gostavam dele e sempre tentavam animá-lo dizendo que o amado
acordaria logo.
No que era pra ser o último dia do coma, foi permitido a
Satoru passar a noite ali. É claro que se Alexei acordasse não entenderia nada
que estava acontecendo, então era bom ter alguém que ele conhecesse e confiasse
por perto.
Ainda passaram-se algumas horas e Satoru estava cansado.
Apoiou seus braços na maca de Alexei e cochilou ali por alguns minutos. Acordou
quando sentiu a maca se mexer. Percebeu o que estava acontecendo e levantou-se
as pressas, olhando para os olhos abertos de Alexei novamente.
Lágrimas de alegria percorreram o seu rosto naquela hora e
ele não resistiu a abraçá-lo com a maior força que tinha, que pra variar não
era muita.
-Graças a Deus..Graças a Deus você acordou!
-Satoru? O que aconteceu? Onde é que eu estou?
-Você está num hospital, Alexei.
-Por quê?
-Você não se lembra?
-Não.
-Um motorista bêbado bateu em você numa calçada e você teve
uma lesão bem grave. Você estava em coma até agora.
-Quanto tempo faz que eu fiquei em coma?
-Um mês.
-Nossa.. Eu dormi muito... Desculpa por ter te preocupado,
Satoru.
-Ah, cale-se. O importante é que você acordou. – Deu-lhe um
selinho e pôs sua cabeça ao lado da dele.
Logo os doutores chegaram e fizeram o processo padrão pra
quem acorda de um coma. Explicaram para ele a situação de novo e o que ele
teria que fazer para se recuperar agora. Bom, ele ainda não conseguia andar.
Então ficou de cadeira de rodas por um tempo.
Ele e Satoru ainda ficavam felizes por poderem se encontrar
no hospital todo dia. Mas o progresso de Alexei não estava sendo muito bom. Em todos
os testes que fizeram para ele voltar a andar, ele não conseguia.
Passaram-se dois meses desse jeito e Alexei já estava há
muito tempo pensando se ele não seria apenas um fardo para Satoru. Ele não
queria que o moreno ficasse dependendo de alguém doente. Não queria que Satoru
ficasse se preocupando tanto. Ele se achava um fardo pesado pra se carregar.
Após pensar muito por alguns dias, tomou uma decisão. Uma
decisão que ele não queria ter tomado, muito menos fazer. Mas ele tinha que
fazer isso. Esperou que Satoru chegasse em seu quarto como todo dia e depois de
conversarem um pouco e ele lhe dar um selinho, ele começou a falar:
-Satoru..
-Hm?
-Eu acho que devíamos terminar.
O moreno achou que ele estava brincando.
-Ah ta. Como se tivesse alguma chance de eu te largar aqui.
– O menor riu, brincando.
-É sério, Satoru.
-Huh? Mas por quê? – Ele começou a se preocupar.
-Eu não acho que eu vá voltar a andar...E eu não quero ser
um fardo pra você..
-Você não é um fardo!
-Sim eu sou!
Satoru não conseguiu responder. Ficou ali, parado e
assustado, sem saber o que dizer ou fazer.
-Eu sou um fardo enorme pra você, Satoru. Eu não quero mais
ser esse problema. Eu não quero mais..você..- O seu coração doía muito a cada
letra que ele pronunciava. É claro que ele não queria deixá-lo.
-Mas..Mas eu te amo, Alexei! Você não é um fardo coisa
nenhuma! E por favor, diga-me se eu fiz alguma coisa errada que eu prometo que
vou pedir desculpas um milhão de vezes e fazer qualquer coisa para te
compensar.
-Saia, Satoru. – O tom de voz do maior aumentou.
-Mas Alexei..
-SAIA! – Ele gritou.
O menor começou a chorar, mas abafava sua voz. Com o resto
de suas miseráveis forças, inclinou-se num gesto de desculpas e disse pela
última vez:
-M-Me desculpe..! –Ele se levantou, com um sorriso plenamente
falso e os olhos cheios de água, querendo ser derramada e saiu do quarto o mais
rapidamente possível.
Alexei não acreditava no que tinha feito. Mas era melhor
daquele jeito. Ele poderia ser feliz com Usui... E também não iria ter que se
preocupar com ele.
-Droga.. – Alexei começou a chorar também, mesmo
disfarçando. –Droga...!
Satoru, desolado, caminhava pela rua. Distraído como ele
estava, quase passava pelo sinal vermelho duas vezes. Mas recuperou a razão,
mesmo sofrendo, e foi até o hotel, pagar as suas despesas e sair. Com isso
feito, foi até o aeroporto de novo.
Compradas as passagens, sentou-se numa poltrona da sala de
espera e de novo começou a devanear se tinha feito alguma coisa errada. Só
podia ser. Tudo que ele fez foi errado. Ele era uma vergonha para Alexei, como
não percebeu antes? Ele era um inútil...
Ele estava pensando demais.
Enquanto isso no hospital, Alexei estava numa depressão
severa, sem demonstrar nada por fora. Ele fez os testes como todos os dias e
para sua surpresa, ele já estava conseguindo andar. Perfeitamente pelo que
tinha visto. Ele ficou tão feliz ao ver isso que esqueceu-se de Satoru por um
momento.
Mas assim que pensou que precisava contar para Satoru,
percebeu a merda que tinha feito.
-Idiota! – Ele se bateu, foi até seu quarto correndo, vestiu
algumas roupas decentes e se deu alta. Ele já estava bem, de qualquer maneira.
Satoru já estava no avião, que partia naquele exato momento.
Olhou para a janela e viu aquelas pessoas despedindo-se de seus parentes e
amigos. Suspirou e antes que pudesse virar o rosto, observou alguém familiar.
-Alexei?...-Ele disse, achando que imaginava coisas. –Não...
Isso é coisa da minha imaginação.. –Virou o rosto e o avião decolou.
Alexei, desesperado ao ver o avião do menor começar a voar,
tratou de correr até o caixa, e comprar a passagem para o próximo vôo, daqui a
uma hora infelizmente. Contorcia-se de agonia interna, achando que cada
milésimo era uma eternidade, mas felizmente, a hora passou e embarcou no avião
as pressas.
Satoru, chegando em casa finalmente, andava lentamente.
Limpou a casa, já que estava bem suja e desarrumada e sentou-se na cama,
cabisbaixo.
-O que foi que eu fiz?...O que foi que eu fiz?..-Ele se
culpava por tudo e não agüentava viver sem Alexei.
Cochilou um pouco para ver se sonhava com outra coisa, mas
não conseguiu realmente dormir bem. Alexei era sua vida agora. Ele não tinha
mais razão para continuar ali senão por ele. Mas ele não o queria mais... De
que adiantaria estar vivo agora?
Ele pôs os olhos na sua gaveta de remédios e tirou dali
vários comprimidos diferentes. Juntou todos eles em sua mão. Hesitou um
pouquinho no momento, mas a decisão estava tomada. Já ia por todos na boca e
engolir quando ouviu a porta sendo arrombada por alguém alto, de cabelos castanhos
meio ruivos, e abraçá-lo, fazendo lançar os comprimidos no chão.
Não se deu conta de quem era até ouvir a sua voz..
-Por favor.. Não faça isso, Satoru!
Sentiu lágrimas quentes sobre seu ombro e olhou para o lado,
observando a face chorona da perfeição. Logo, percebeu quem realmente estava
ali e seus olhos voltaram a brilhar. O que ele estava fazendo ali?
-Satoru. – Ele o agarrou com firmeza. – Me prometa que nunca
mais vai sequer pensar nisso!
O menor nada respondeu, ele apenas começou a chorar mais e abraçou
o maior, mesmo que talvez ele não quisesse e começou a repetir ‘Gomenasai’ um
monte de vezes. É óbvio que Alexei sabia o significado daquela palavra.
O maior o interrompeu com um beijo doce, e deixou o menor
surpreso. Afinal, eles não tinham terminado? O maior então, abraçou-o de novo e
começou a fazer a mesma coisa que ele, só que antes disse:
-Eu fui um idiota.. Por favor, desculpa, Satoru! Eu não
queria deixar você, eu só pensei que eu era um fardo e que nunca mais iria
andar. Eu não queria que você se incomodasse comigo e..-Foi interrompido pelo
dedo de Satoru.
-Não fale mais nada.. – O menor disse, cabisbaixo.
-Huh? – Alexei pensava nas piores probabilidades da razão
daquilo. Será que ele não queria mais nada? Como ele podia ser tão estúpido de
deixar alguém como Satoru?
-Cale-se..E me abrace, idiota! – Ele chorou mais, se
agarrando ao maior.
Este retribuiu o abraço com mais força ainda, ouvindo o
coração dele bater tão forte quanto o seu e um sorriso abrir em seu rosto.
-Nunca mais me abandone!!
-É claro que não,Satoru. Eu não quero ninguém além de você.
Perdoe-me por ter sido tão estúpido.
Eles terminaram aquela noite dormindo juntos novamente. No
dia seguinte, quando Satoru acordou,o maior não estava do seu lado. Preocupado,
começou a procurá-lo por todos os lados com os olhos, até ver um bilhetinho
encima da escrivaninha escrito:
-Por favor, suba até o teto, mas coma alguma coisa antes.
Satoru não entendeu muito, mas fez o que ele pediu. Vestiu
alguma roupa decente e foi até o elevador. Subindo lá, andou alguns passos e
sentiu-se ser vendado.
-Ei! –Ele reagiu, contorcendo-se um pouco.
-Shh. Isso é rápido. – Respondeu a voz de Usui.
-Usui? Que está fazendo aqui?
O loiro pôs-se a tirar as roupas de Satoru o mais
rapidamente possível.
-Usui para! Eu não quero!
-Não é nada disso que tu está pensando, idiota. –Tirou as
roupas que ele usava e vestiu-o novamente com alguma roupa macia.
Depois empurrou-o para frente, por onde passaram por uma
porta e o deixou parado ali.
-Não tire a sua venda ainda. – Disse Usui,se afastando.
O maior aproximou-se do menor e ajoelhou-se em sua frente.
-Tire agora, Satoru. – Disse Alexei.
Satoru obedeceu, e encontrou o teto todo enfeitado com
pétalas de rosas. Um pequeno Buffet com café-da-manhã, Usui,Jonathan,Penny e
Juddy de roupas formais e o maior, também de roupa formal, ajoelhado a sua frente.
Quando deu por si, estava usando um terno branco, mesmo não sendo virgem.
-A-Alexei.. – Ele gaguejou, sem entender tudo de primeira e
todo corado.
-Bem, eu sei não fiz um perdido normal e tal e preparei tudo
antes da hora mas.. Você.. – Ele começou a ficar bem vermelho e parecia estar
suando frio. – Q-Quer casar comigo? – Ele gaguejou, com toda a força que podia.
O menor nunca se viu tão vermelho na vida. Afinal, não
faziam nem três meses que estavam namorando. Ele o amava tanto assim?
-Por favor, Satoru. Eu sei que não estamos juntos nem a três
meses mas... Eu quero passar o resto da vida com você!
-Eu..
-Aceita logo Satoru! –Gritou Penny.- Eu quero ouvir você
gemendo daqui a pouco! – Que menina indiscreta.
Satoru corou mais com o comentário dela e respondeu um sim
com a cabeça. Um sorriso radiante brotou no rosto do maior, que abraçou Satoru
com todas as forças, praticamente esmagando-o.
Casaram-se ali mesmo, com apenas as presenças dos melhores
amigos e amigas. Nada muito especial. Satoru e Alexei não eram de coisas ‘bufantes’.
Mas era o melhor dia da vida dos dois, não iriam perder por nada. Assim que
todos foram embora, trataram de arrumar tudo e descer até o apartamento de
Satoru.
Assim que entraram, Alexei o beijou outra vez, mais
intensamente, e a abaixar sua boca pelo pescoço do menor, que suspirava. Desabotoou
lentamente a camisa do menor e andando lentamente até a cama. O pôs gentilmente
nela e continuou a remover suas roupas lentamente.
Subiu a língua até o lóbulo da orelha dele e deu-lhe
pequenas mordiscadas, abraçando-o de repente.
-Alexei?.. Está tudo bem?
-Sim é que.. Ainda não consigo acreditar que você é meu
marido agora.
Satoru sorriu e retribuiu o abraço, recebendo um beijo
carinhoso em seus lábios. E terminou que naquela noite, Penny conseguiu escutar
secretamente os gemidos de Satoru. E jurou que mesmo que gostasse dele, ia
deixá-los em paz. Afinal, era um casal perfeito, não?
The Fucking End <33