sexta-feira, 19 de julho de 2013

I'll post this shit here.

Hey .-. I'll just post this shit here because of my purretty mom/moirail U.U

   Satoru e Alexei Cap. 1
Satoru descia do avião, pisando pela primeira vez em solo americano.
-Uhh, finalmente saí daquele aperto. – Disse ele, fazendo uma cara de alívio. – Bem, acho que tenho que ir pro meu apartamento.
Dito isso, foi pegar suas bagagens, chamou um táxi e foi para o apartamento que havia comprado, próximo ao Central Park. Chegando lá, havia um rapaz sentado num banco em frente ao edifício, lendo algum livro. Logo, ele observou o recém-chegado.
“Será que ele mora aqui? Ah, não importa. Eu sou um completo estranho mesmo”-Pensou, sorrindo para o rapaz que ainda o observava. Levou suas coisas ao devido apartamento no terceiro andar, pegou o caderno de desenhos e foi até o Central Park.
Andou por alguns minutos até encontrar um abrigo aconchegante próximo à uma árvore. Sentou-se lá e pôs-se a desenhar a paisagem, tão bela. Não demorou para que o silêncio se desfizesse. O mesmo rapaz que antes estava sentado apareceu outra vez, andando em sua direção.
O rapaz parou junto dele e começou a falar:
-Bem, desculpe, mas não pude deixar de perceber você chegando no novo prédio. Acho que seremos vizinhos.
-Em que andar você está? – Ele respondeu, sem deixar de sorrir gentilmente.
-Terceiro..
-Oh... Ainda bem que não vou ser um completo estranho agora. – Sorriu de novo, dando alguns sombreados no desenho.
O rapaz sorriu também, um pouco tímido.
-Prazer, sou Alexei Stanford.
-Satoru Osamu.
-Bem, pelo que vejo você é um artista.
-Hã?Não de jeito nenhum. Isso está uma porcaria. – Pôs a língua pra fora, descontente com o desenho feito.
-Claro que não está. Ande, deixe-me ver. – Ele deu uma leve risada, estendendo a mão.
Satoru entregou-lhe o caderno, meio corado. O rapaz deu um sorriso de canto e comentou:

-Como você pode dizer que isso não está bom? Você tem talento, rapaz.
Ele fechou os olhos e sorriu, um tanto mais corado.
-Obrigado.
Alexei correspondeu ao sorriso.
-Posso? – Fez sentido para sentar-se ao lado de Satoru.
-É claro. – Se afastou um pouco para dar-lhe lugar.
Ele se sentou um pouco mais próximo.
-Você não é daqui, não é mesmo?
Satoru respondeu com um gesto negativo com a cabeça.
-Eu sou de Okinawa. Vim estudar aqui.
-Ah,sim. O que você estuda?
-Medicina e Artes.
-Hm... Acho que temos algo em comum. – Sorriu ele, com um pouco de malícia, fixando o olhar na boca e nos olhos de Satoru.
-Você também estuda essas coisas? – Satoru perguntou, sorrindo radiante.
-Eu já sou formado em Medicina pela Harvard, mas no momento estou dando continuidade como licenciatura e bacharelado.
O menor se impressionou e riu de leve.
-E eu ainda estou na metade do curso.
-Caso precise, posso te emprestar alguns livros ou até mesmo posso estudar com você. – Ele sorriu de canto outra vez, arqueando a sobrancelha e ainda atentado nos lábios do menor.
-Ah, isso seria ótimo, mas eu não quero te incomodar.
-Não será incômodo nenhum. Será um prazer ajudá-lo. –Sorriu, tocando gentilmente a mão do menor.
-Obrigado. – Satoru sorriu de novo, olhando disfarçadamente para o rosto do rapaz.
-E.. Você tem parentes ou amigos aqui?
-Não, minha família e eu não nos damos muito bem e meus amigos estão todos na lua-de-mel.
-Ah, que chato.
-Nem, eu estou bem com isso. – Ele se encolheu um pouco, ao ver aquelas lembranças em sua mente.
O maior percebeu a mudança do menor, e logo o interrogou.
-O que houve? Foi algo que eu disse?
-Não,não, foi só um arrepio. – Tentou disfarçar o menor.
-Ora, não tente me enganar. Talvez eu não o conheça à tanto tempo, mas eu sei que algo o incomodou.
-Ah, não foi nada. Só algumas lembranças que passaram.. –Ele respondeu, suspirando.
-Bem.. Não quer compartilhar?
-Alguns casamentos,algumas brigas.. Nada de mais realmente.
-Casamentos..? – Alexei mostrou-se interessado, poderia Satoru ser casado?
-Sim, desde o ano passado que meus amigos não param de se casar. – Fez uma careta. – Queria eu não ser um para sempre sozinho. – Riu, fazendo graça de si mesmo.
O maior riu um pouco e disse:
-Desculpe,não pude evitar. Mas se serve de consolo, também tenho passado por isso à um tempo, desde então, ando solitário pela cidade enquanto avalio minuciosamente minhas palavras cruzadas. – Ele fez uma cara um tanto pensativa e sorridente.
O menor riu de leve e disse:
-É.. Por enquanto que não achamos ninguém, o jeito é se virar sozinho.
-Você falou bem: ‘Por enquanto.’
Satoru sorriu, mesmo sabendo que à tempos não conseguia realmente gostar de alguém.
-Bem...Eu estava passando por aqui,mas queria mesmo era dar uma volta. Me acompanha?
-Tudo bem. – Ele se levantou e começou a andar junto do maior.
Com o vento sobre a pele clara de Alexei, o perfume dele parecia espalhar-se pelos arredores. Algumas jovens moças, muito belas por sinal, pareciam admirá-lo. Percebendo isso, Satoru ficou com um pouco de ciúmes, mesmo sem entender muito.
-Acho que tem algumas meninas querendo te conhecer..
-Hm.. Elas são bem bonitas e parecem mesmo interessadas..
Uma delas veio em direção à Alexei. Vendo isso, o menor virou o rosto corado de ciúmes. Pensava por que razão estaria agindo assim.
-Ah, Oi. Sei que não nos conhecemos,mas.. Minha amiga e eu.. – Ela se referia à outra menina logo atrás. – O estávamos observando. O achamos bem.. Interessante. – Ela era bem direta e objetiva.
-E como se chama, querida? – Respondeu o maior, percebendo a vermelhidão no rosto do amigo.
O menor continuava à evitar olhar para os dois, envergonhado,mesmo que os tenha observado por um breve momento.
-Juddy Clarkson. É um prazer conhecê-lo... – Ela tentou adivinhar o nome dele.
-Alexei. Alexei Stanford. Bem, este é meu amigo, quero que o conheça. – O maior pegou no braço de Satoru, percebendo seu distanciamento.
O menor os olhou, evitando que seus olhos se encontrassem.
-Eu.. Sou Satoru Osamu...- Pensava se deveria sair dali.
-É um prazer conhecê-lo, Satoru. – Ela gentilmente o abraçou, depositando beijos em suas bochechas e fazendo o mesmo com Alexei, só que o beijou no canto da boca. – Bem, essa é a Penny, minha amiga.
A essa altura, a sua amiga já estava ao lado dos dois, fazendo o mesmo que Juddy, mas acariciando maliciosamente o tímido Satoru. Ele se sentiu um tanto envergonhado com os toques dela, mas nada disse à respeito.
-É um prazer conhecê-las.. – Disse ele, timidamente.
-Estávamos passeando por aqui, vocês poderiam nos acompanhar se quiserem. – Convidou-as Alexei.
Ambas concordaram e logo já estavam os quatro andando juntos, com as meninas com os braços atados aos dos meninos. Aos poucos, as duas pareciam chamar a atenção deles com suas atitudes numa lanchonete onde pararam. Juddy apoiava uma das mãos no membro de Alexei, deixando-o um pouco excitado. Penny parecia fazer o mesmo com Satoru.
O menor ainda passou algum tempo quieto, mas finalmente pensou numa desculpa para sair dali.
-Desculpem. Eu tenho que estudar agora. Até mais. – Ele se levantou, pegando seu caderno das mãos de Penny e saiu andando em direção ao seu edifício.
-Satoru, espere! Eu o acompanho. – O maior se despediu das meninas que deixaram seus números de telefone no bolso dele, dando um caloroso beijo sobre os macios lábios de Juddy.
-Não precisa. Fique conversando com as meninas. – Ele acelerou o passo quase como automaticamente.
-Satoru! – O maior correu em direção dele e o parou segurando o braço esquerdo do mesmo.- O que houve? As garotas te chatearam? Desculpe, isso foi culpa minha. Eu não devia tê-las convidado sem falar com você antes. – Ele fez uma cara de arrependido, olhando timidamente para o menor.
-Não, não foi nada. Eu só... – Satoru não conseguiu terminar a frase.
-Você só..? – O maior incentivou-o, enquanto mantinha seus olhos fixos nos dele.
O menor se avermelhou e desviou o olhar.
-Eu só estava com vergonha. Você não precisava ter que se incomodar comigo...
-Claro que precisava.
A essa altura do campeonato, não tinha ninguém à passar pela rua. Alexei o prensou contra a parede, apoiando as mãos na mesma.
-Nós dois estávamos passeando. Eu deveria ter percebido que você não estava à vontade junto das meninas. Me desculpe, mas eu preciso te perguntar uma coisa.
-S-sim? – Gaguejou Satoru, avermelhado,indefeso e cercado pelos braços do rapaz.
-Você deve prometer que não vai se chatear com essa pergunta caso sua resposta seja negativa, tudo bem?
-Sim eu..Uh..Prometo. – Satoru estava um tanto curioso.
-V-Você é gay? – Disse Alexei, com o rosto ruborizado.
-Uh..Eu..- Satoru ficou com muita vergonha de admitir, porém..- Sim! – Respondeu ele, fechando os olhos com força e virando o rosto, todo corado.
O maior aproximou o seu rosto do dele e sentiu a sua respiração ofegante sobre a pele.
-Eu.. Desconfiava.. – Ele se afastou, soltando o menor.
-Desculpa.. – Disse o menor, encolhendo-se, envergonhado.
-Ei, não precisa se desculpar por nada. – Ele o puxou num firme abraço.
De qualquer forma, Satoru não deixou de se sentir meio arrependido de não ter contado à ele logo. Afastou-se do abraço e se curvou, num gesto de desculpas.
-Desculpa mesmo.. – Ele saiu em direção do apartamento lentamente. Tristeza claramente estampada em seus olhos.
O maior foi para o lado de Satoru, acompanhando o ritmo de seus passos, sem que ambos dissessem uma palavra. Alexei resolveu quebrar o silêncio logo que entraram no elevador.
-Hm..Bom..Não precisa se envergonhar de nada Satoru. Eu te respeito muito e não vou deixar de ser seu amigo por causa de um detalhe.
Ele suspirou rindo com um tanto de ironia. Tantos que disseram isso e mentiram.. Seria Alexei apenas mais um? Pegou as suas chaves quando chegaram perto da porta e o agradeceu pela companhia, um tanto triste.
O coração de Alexei era partido em pedaços sempre que olhava nos olhos de Satoru e notava a sua fisionomia triste. O pior era saber que ele era o motivo da tristeza. Ele precisava fazer alguma coisa. Segurou a mão do menor, impedindo-o de girar a maçaneta da sua porta e mais uma vez o prensou, desta vez contra a porta, fazendo que sentisse a respiração ofegante dele novamente sobre sua pele. Seus rostos bem próximos e as aceleradas batidas no seu peito não pareciam lhe incomodar.
Satoru se avermelhou mais sentindo a respiração dele sobre a sua e os seus lábios quase se tocando. Acabou ficando imóvel e indefeso novamente.
-Eu... Eu só quero que fiquemos bem... – Disse o maior num sussurro com uma voz sensualmente rouca.
Satoru não pôde falar nada. Fechou os olhos e sentiu um leve arrepio ao ouvir a voz sussurrante do maior.
-Iremos ficar bem? – Continuou o maior. Quando deu por si, seu corpo roçava no dele enquanto o prensava ainda mais forte contra a porta.
O menor ficava mais corado à cada instante com os toques involuntários dele.
-É-é claro.. Se estiver t-tudo bem pra você.. – Respondeu ele, quase como um gemido.
-Claro que está.. – O maior sentiu algo pulsar por baixo de sua calça, sem entender bem o porquê. Quando deu por si, já tinha o membro ereto, roçando entre as coxas do menor que a cada instante parecia mais amolecido e entregue.
Satoru virou o rosto de tão vermelho e abafava vários gemidos e suspiros, mas não dava para não perceber que estava ficando submisso.
Até que o maior estava gostando de vê-lo daquela forma, e algo nele parecia corresponder à tudo. Ainda com um membro que acostumava-se entre as coxas de Satoru, deslizou uma das mãos suavemente pelo seu rosto, olhos e boca, até a espessura entre suas pernas e começou a brincar com a ‘masculinidade’ dele.
Dessa vez o menor não pôde conter um dos seus gemidos e tremeu um pouco, por pura reação.
Alexei nada conseguia dizer. A minutos atrás ele enxergaria tudo como uma enorme falta de respeito, além do mais, nunca fez nada disso. Sempre se envolveu com mulheres. Percebeu que boca dele desejava com clemência,desesperadamente a sua. Roçou os seus lábios nos dele, e resolveu torturá-lo um pouco mais.
Continuou à fazer carícias e um pouco mais de pressão sobre o membro ereto que pulsava em sua mão. Aos poucos, foi depositando beijos em toda extensão do pescoço dele, intercalados com a forte pressão que ele fazia no membro de Satoru.
O menor não conseguia mais se conter. Gemia e suspirava com todos os toques e torturas que ele lhe causava. O desejo que sentia apenas aumentava e se via completamente submisso à ele.
Enquanto mantinha os beijos e pressões pelo corpo dele, vagarosamente rodou a maçaneta da porta e o empurrou, entrando totalmente no apartamento.  O deitou sobre o sofá com o corpo encima do dele.
Beijou toda a extensão do pescoço dele até a parte mais sensível. Depois de tiradas as calças, a sua boxer era o único impedimento. Agilmente se livrou dela e começou um bom processo de masturbação. Minutos depois, ao vê-lo se contorcer de prazer, resolveu provar um pouco daquilo que já se acostumara à sua mão.
O menor sentia suas bochechas queimarem em vermelhidão. O deixava tomar conta de seu corpo, e assim que ele pôs a boca ‘ali’, pôs as mãos na cabeça dele, apertando um pouco seus cabelos. Não conseguia parar de gemer e tremer.
Com leves movimentos, passou a língua sobre a glande de seu membro, dando leves chupadas e lambidas pela extensão. O abocanhou inteiramente e começou um movimento de vai-e-vem vagarosamente até se dar por conta que estavam num movimento frenético.
O membro do menor alcançava até a entrada da garganta do maior. O movimento parecia sempre mais forte e mais rápido.
Conforme aquilo ficava mais intenso, mais excitado Satoru ficava, fazendo pedidos mudos por mais. Apertou mais os cabelos dele e tentou mais uma vez, sem sucesso, conter seus gemidos de prazer.
Alexei sentia o membro dele pulsar cada vez mais na sua boca, percebendo que logo ele chegaria ao clímax. Resolveu parar e voltou a acariciar o corpo dele, recebendo um gemido de desaprovação, mas depositando beijos quentes sobre a pele acesa do menor.
Chegou em seus lábios e decidiu acabar com a tortura. Mordiscou o lábio inferior de Satoru e logo o beijou totalmente. Logo, sua língua parecia percorrer toda a boca do menor, travando uma batalha com a dele. Segurando os cabelos do menor, nem tão gentil, sussurrou no ouvido dele:
-Não acha que está na hora de me recompensar..?
Satoru ficou com os olhos entreabertos e,evitando os olhos provocantes do maior, abaixou um pouco as calças dele e pôs a mão em seu membro, fazendo alguns movimentos de cima para baixo, todo envergonhado, contendo-se para não chegar ao seu clímax.
O maior gemeu baixinho e mandou:
-Ora, continue!
Satoru foi um pouco mais rápido, aproximou seu rosto e deu algumas lambidas, bem corado, obedecendo-o.
O maior segurou seus cabelos e empurrou-o, fazendo seu membro ser engolido pela boca do menor.
Fez movimentos de sucção cada vez mais rápidos, querendo satisfazê-lo. Sentia o membro dele pulsar sobre sua língua e os empurrões que ele dava sobre sua cabeça, para que fosse cada vez mais fundo.
Alexei sentiu que explodiria ali mesmo e assim aconteceu. Todo o seu líquido foi jorrado na boca do menor, que engoliu tudo, mesmo que involuntariamente.
Ele tirou os lábios dali, ainda com um pouco de líquido escorrendo pela sua boca e seu queixo. Olhou para ele, num outro pedido mudo para que aquilo não parasse.
-Você quer mais não é? – Deitou-o no sofá e se empurrou pra dentro dele, sem se importar em prepará-lo antes, recebendo um grito de dor.
Satoru enlaçou-o com as pernas. A dor sendo lentamente trocada por prazer.
Alexei esperou a respiração dele voltar ao normal e começou a estocá-lo lentamente, para não machucá-lo mais ainda. Satoru suspirava, ofegante, e ainda tentava abafar seus gemidos, sem sucesso, é claro.
-Faça barulho, Satoru.. – Alexei pediu, querendo ouvir os gemidos que ele tentava conter.
-ARGH! – Satoru gemeu alto, e isso deixou o maior ainda mais excitado, indo ainda mais forte.
Satoru virou o rosto avermelhado, com os olhos fechados com força, sem conter mais gemido nenhum. O sofá fazia alguns rangidos, mas realmente não ouviam mais nada além de seus próprios sons.
-M..Mais..Alexei.. –Disse Satoru, mesmo com vergonha. Não ia mais fazer pedidos mudos.
O maior sabia que uma hora ou outra seu nome seria proferido. Atendeu ao pedido do menor, indo mais rápida e violentamente, arrancando gemidos e gritos altos do menor.
Puxou-o para cima, fazendo-o se sentar, penetrando-o ainda mais fundo.
-A..Alexei..
-Assim está perfeito.. – Disse o maior, quase gemendo também. Começou a puxá-lo para que fosse cada vez mais fundo.
O menor ajudava, fazendo alguns movimentos de sobe e desce, o mais rápido que conseguia.
Alexei beijou Satoru novamente, num beijo doce e ao mesmo tempo forte, cheio de desejo.
Satoru, que a tempos segurava seu clímax, não pode mais se conter. Seu líquido jorrou sobre seu abdômen e o dele, deixando-o bem envergonhado. Nem por isso o maior parou. Foi mais forte ainda, lambendo o abdômen molhado de Satoru, quase chegando ao clímax também.
Até que finalmente, não pôde mais se segurar. Seu líquido estava dentro de Satoru.
Com a respiração ofegante e a sensação pós-orgasmo, saiu de dentro dele, fazendo-o deitar sobre seu peito.
O menor se encolheu um pouco sobre o peito de Alexei, que era um bom abrigo.
-Alexei..Por que você..?
-Eu não sei.. Eu só... Senti que deveria.
-Que quer dizer?
-Eu.. – Alexei se sentou, sem tirar Satoru de seu peito. – Eu quero você.
Satoru olhou surpreso para ele, bem corado. Será que finalmente seu amor poderia ser correspondido? Ainda ficou um pouco pensativo, sem saber se aquilo era realmente verdade.
O maior o abraçou, beijando sua testa e seus lábios.
-Eu quero você, Satoru. – Apertou mais os seus corpos.
-Mas nós..
-Por favor!Eu sei que nos conhecemos hoje, mas.. Eu não quero mais ver o seu rosto tão triste por minha causa..Eu quero poder proteger você de tudo e de todos. Eu quero você..
-Alexei...
-Satoru...
Eles se entreolharam e com um beijo, selaram o início do seu relacionamento.
 
                                                          Fim do Capítulo 1
Satoru e Alexei Cap 2.
E já fazia um mês desde que aquele magnífico dia aconteceu. Satoru estava sentado em sua cadeira, tentando desenhar alguma coisa diferente, mas sempre que devaneava, acabava desenhando o amado e único Alexei.
Ele riu um pouco e desistiu, desenhando-o novamente. Desenhando a perfeição novamente.
O sons das chaves foram ouvidas, Alexei entrou no apartamento de Satoru com as chaves que ele lhe dera.
-Surpresa. – Ele estendeu os braços, entregando um pequeno e belo buquê de flores. – Feliz aniversário, Satoru.
-Mas não é meu aniversário, Alexei. – Satoru cheirou as flores, rindo.
-Claro que não. É o nosso aniversário de um mês.
-Eu sabia. – Deu um selinho nos lábios do maior. –Eu também tenho algo pra você. Espera aqui!
-Tá certo.-Ficou lá, obedecendo ao menor.
Satoru pegou uma caixinha de presentes bem bonitinha de sua gaveta junto com o desenho que tinha feito. Bom, pelo menos o melhor de todos.
-Aqui. Feliz aniversário,Alexei.-Ele sorriu, bem animado.
-Você se importaria se eu abrisse isso depois?
-Por quê?
-É que eu queria sair contigo.
-Ah. Entendi.
-Eu também tenho uma surpresa pra você, então.. – Ele pegou uma venda de seu bolso direito – Deixe-me vendá-lo.
O menor riu e deixou-o tirar sua visão, temporariamente.
-Pra onde você pretende me levar?
-Se eu dissesse não seria surpresa.
-Nyeeh!
O maior riu e pôs o menor dentro de seu carro, aonde permaneceram em viagem por uns 10 minutos. Alexei saiu do carro, pegando o amado com cuidado. Fez ele sentar numa areia fofa e tirou a venda dos olhos dele.
A visão que Satoru teve era perfeita. Simplesmente perfeita. Um pôr do sol na praia, sozinho com seu amado no aniversário do seu relacionamento é simplesmente o que ele sonhara por vários e vários anos, mesmo quando não conhecia Alexei.
-Meu Deus, Alexei! – O menor apertou um pouco o braço de Alexei, ansioso. – Isso é muito bonito!! – Ele deu um sorriso radiante, tendo altas idéias para novos desenhos.
Alexei alegrou-se, vendo que o amado gostou do que ele preparou. Puxou-o para perto e enlaçou o braço direito nos ombros dele. Ele pôs a cabeça no seu ombro. Assim que anoiteceu, lentamente Alexei puxou o rosto fofinho do menor, dando um doce e romântico beijo nos lábios dele.
-Eu te amo, Satoru. – Sussurrou em seu ouvido, causando arrepios no mesmo.
O menor corou,sorrindo, e se virou para frente dele, segurando suas mãos. Se lançou para frente, derrubando o maior no chão, e mesmo com vergonha, o beijou apaixonadamente. Alexei aceitou o beijo, meio surpreso por ele ter tomado a iniciativa, mas retribuiu com delicadeza.
O menor sentou-se de novo, afastando-se lentamente de Alexei, com uma cara brincalhona.
-Aonde pensa que vai? – Brincou de volta, o maior.
-Vamos ver se você me pega! – Ele saiu correndo em direção à água.
Alexei deu algumas risadas e depois de alguns segundos foi em direção dele, também correndo. A lua refletia bem nos cabelos negros de Satoru, que brincava na água para Alexei não pegá-lo.
Não sabiam eles que estavam sendo observados.
-Satoru? – Disse a garota, observando atentamente ao pequeno japonês como se o conhecesse. Como de fato era. – Então é aqui que você está.. – Ela sorriu, um tanto sádica.
Enquanto isso, na água, Alexei pulara encima do amado, conseguindo, finalmente, agarrá-lo.
-Haha, consegui. Qual é o meu prêmio?
-Prêmio? Não me lembro de nenhum prêmio. –O menor tentou se desviar do assunto.
-Nem venha com isso.  – Pegou-o de surpresa nos braços.
-Que está fazendo??
-Pegando meu prêmio. - Andou com ele de volta até o carro, mesmo que ele se debatesse de vez em quando. O pôs no banco de trás, e foi para o motorista, dirigindo o carro cuidadosa, mas rapidamente.
-N-Não tão rápido! Vamos acabar batendo!
-Mas já chegamos.
-Já? – Quando viu, estavam em frente a um restaurante bem chique. Impressionou-se. – Uia!! -  Seus olhos azuis,quase tão claros quanto branco, brilharam ao ver tantas comidas de cara boa e cheirando bem.
-Vem, eu fiz uma reserva pra gente.
-Mas você não vai..
-Não é em público. O dono daqui é um amigo meu. – Entraram no restaurante e foram até uma área mais reservada, com apenas uma mesa para os dois.
O garçom logo chegou e cumprimentou Alexei, fazendo o mesmo com Satoru em seguida e anotou os seus pedidos.Logo a comida chegou, e os dois comeram. Principalmente Satoru que estava morrendo de fome e também estava com olho grande.
A parte que o menor mais gostou foi a sobremesa. Mas ele comeu tanto que esqueceu que teriam que pagar no final. Quando se deu conta, quase se desesperava.
-Meu Deus, Alexei, eu comi demais. Como vamos pagar isso?
-Não precisam. – Disse um rapaz de terno, aproximando-se dos dois. – Esse é um jantar especial, então é por conta da casa.
-Jonathan, achei que não ia mais aparecer! – Disse Alexei, animado ao ver o amigo.
-Haha, eu já estava de saída. Vim ver se vocês estavam satisfeitos.
-E cooomo!! – Disse Satoru, bem animado.
Jonathan sorriu e perguntou:
-Então, você é o novo namorado do Alex, né?
-Huh? Eu.. Hã..- Não sabia se a sua resposta incomodaria o amado.
-Sim. –Respondeu Alexei, percebendo a preocupação do menor. – Não se preocupe, Satoru. Jonathan não liga pra essas coisas.
-Claro que não. Que tipo de humano não aceita o outro do jeito que ele é?Bom. Não quero atrapalhá-los mais ainda. Até mais Alex. E foi um prazer conhecê-lo, Satoru.
-O prazer foi meu, Jonathan. – Sorriu ele.
O rapaz foi embora e depois de uma meia hora, os dois foram também. Chegando no apartamento de Satoru, a primeira coisa que ele fez foi pegar o presente de Alexei e dá-lo de novo.
-Abra. Agora. – Ele ordenou, bem ansioso.
-Hã...Claro. – O maior pegou a pequena caixa vermelha e enfeitada e a abriu com delicadeza, encontrando uma pequena caixa de som que fazia tempo que ele queria. – Satoru, essa é..
-É a que você queria não é? Por favor, me diga que é!! –Ele corou, achando que tinha errado o presente.
-É claro que sim,Satoru! – Ele parecia muito contente. Deu um sorriso radiante, observando-as como geralmente observava o amado. – Meu Deus, isso era bem caro! Como você conseguiu?
-Bem, desde que você disse que queria que eu vinha juntando dinheiro. E eu queria te dar algo que você gostasse muito. – Ele falou mais algumas coisas, mas Alexei não parecia ouvi-lo.
Guardou-as de volta na caixa, com muito cuidado para não causar sequer um arranhão, e mesmo que Satoru ainda estivesse falando, o agarrou e o abraçou, bem forte.
-Obrigado, Satoru.
O menor corou e retribuiu o abraço.
-De nada.
O maior deu um beijo nos macios lábios do menor, sentindo o sabor dele. O menor retribuiu e os dois foram para o quarto.
O menor, ingênuo, começou a tirar as roupas para tomar um banho, mas foi rapidamente interrompido pelas mãos gentis de Alexei, acariciando-o.
-Vamos, tome banho comigo, Satoru. – Ele sussurrou, mordendo a ponta da orelha do menor, que gemeu de levinho.
Eles andaram, sem se desgrudarem, até a porta do banheiro, que foi facilmente arrombada pelo maior, sem querer perder tempo. Pôs a banheira para encher e se virou novamente para o menor, observando a pele pálida e bela que ele possuía. Tirou suas próprias roupas e tirou o resto das do menor.
Beijou-o novamente e pegou-o nos braços, derrubando-o na água. Óbvio que a água escorreu, mas ninguém ligou. Iria secar de qualquer jeito. Entrou logo depois, fazendo ele sentar em seu colo. Sem penetração alguma, ele começou a torturá-lo um pouquinho, só para ouvi-lo gemer.
-Arg..Alexei...Ah.. – Ele não se continha por saber que o maior gostava dos barulhos que fazia.
Lambeu o pescoço do menor e deu-lhe algumas mordiscadas. Depois a força das mordidas foram aumentando. Queria deixar marcas nele para que todos soubessem que ele era seu. Apenas seu.
Acariciou seu membro pelas costas do menor, provocando-o. Ele virou a cabeça, para olhar para o maior, e este aproveitou para beijá-lo com intensidade e colocar dois dedos em sua entrada. Dessa vez iria prepará-lo.
Uma vez penetrados os dedos, ele começou a movê-los pelo interior quente e apertado do menor, que não parava de gemer e tremer um pouco, do jeito que Alexei gostava. Mordeu-o na bochecha, deixando a marca dos seus dentes bem no rosto do menor. Mas ele não podia resistir a aquelas bochechas gordinhas e mordíveis.
Ele ainda passou algum tempinho acostumando-o com seus dedos até removê-los, recebendo um gemido de desaprovação. Torturou-o um pouquinho mais pondo apenas a sua glande dentro dele.
-Vamos..Logo com isso.. Argh! – Ele pediu e gemeu mais.
-Como quiser. – Ele entrou dentro do menor, sem se importar de um pouco de água entrar junto.
O menor tremeu e gemeu alto, respirando rapidamente. Olhou para ele, num pedido mudo de que ele começasse logo à estocá-lo.
-Eu nunca resisto à essa sua carinha. – Pôs as mãos pelo abdômen dele, puxando-o para baixo para que fosse ainda mais fundo, e ele mesmo começou a se movimentar, para senti-lo dentro de si.
O maior aproveitou para masturbá-lo com uma das mãos e tocar em seu peito com a outra, mordendo tudo que podia pela pele das costas do menor. Até não agüentar mais ficar sentado e fazê-lo ficar de quatro. Estocou-o com força dessa vez, mais força do que o normal, e fez o menor delirar de prazer. Tal como o maior também.
O menor fazia caras de ‘Quero Mais’ a cada momento e Alexei sempre o obedecia, dando tapas de diferentes forças nele. O menor gemia e gemia sem parar, ficando tão louco de prazer quanto o maior. Que abraçou seu corpo, fazendo os dois chegarem ao clímax, um depois do outro.
O maior saiu de dentro de Satoru, com o seu líquido escorrendo pela entrada dele, enquanto todo o abdômen do menor e a sua mão estavam sujos com o dele. Vendo isso, Alexei lambeu os dedos, engolindo tudo que entrava em sua boca.
-Alexei... – O menor se virou, deitando-se no peito do maior.
O maior aproveitou para pegar o shampoo ao seu lado e lavar os cabelos negros do menor, com muita gentileza e um sorriso em seu rosto. Quando deu por si, o menor adormecera em seu peito.
Deu uma leve risadinha, terminando de limpar a ele e a si mesmo, e o pegando nos braços novamente. Vestiu-o e o pôs na cama, cobrindo. Depois, vestiu-se e foi para a cama, fazendo-o deitar novamente sobre seu peito.
Acabaram dormindo por um bom tempinho, até o despertador estragar tudo. Bom, o sono de Alexei era pesado de mais, então ele não acordou. Mas Satoru... bom. Ele quase gritou de susto.
-Argh, odeio esse despertador... –Desligou-o as pressas. Não tinha faculdade hoje.
O menor olhou para o rosto fofo de dorminhoco do maior e sorriu, achando tão perfeitas as caras que ele fazia. Logo, foi puxado para junto. Ele havia acordado.
-Bom dia, Satoru.
-Ugh – Ele o estava apertando com muita força.- Bom dia, Alexei.
Alexei sorriu para ele e deu-lhe um beijo na testa, olhando para o relógio em seguida.
-Holy shit, já é essa hora?? Eu preciso ir!
-Pra onde?
-Me chamaram pra dar aula na faculdade como professor substituto.
-Uh...
-É só por hoje. Nem se preocupe.
-Hunf.
O maior ajeitou as suas roupas e saiu as pressas. Já estava quase se atrasando, afinal de contas. O menor ficou lá, sem ter o que fazer por umas 4 horas.
-Quer saber? Eu vou sair. – Escreveu um recadinho caso ele voltasse mais cedo, dizendo aonde iria. – Para a livraria!
Se trocou, pegou as suas chaves e todas as outras coisas necessárias e foi de ônibus para a livraria que tinha a alguns quarteirões dali. Chegando lá, foi direto para as informações, para saber se eles tinham o livro do The Legend of Zelda.
Disseram que tinha, então ele subiu logo para a sessão onde o mesmo se encontrava. Avistou-o rapidamente com seus olhos biônicos para Zelda. Correu até ele e no mesmo instante que ia pegá-lo, sua mão tocou com outra.
Olhou para o lado e viu uma garota. Não sabia quem era, mas ela lhe parecia um tanto familiar.
-Ah, você também gosta de Zelda? – Disse ela.
-Uh..Sim. – Ele respondeu.
-Pode ficar com o livro. Eu só queria vê-lo mesmo.
-Uh...Obrigado.
-Então, você é japonês também?
-Como descobriu?
-Você tem olhinhos puxados, apesar de serem bem clarinhos.
-Ah, fui denunciado. – Ele fez graça.
-Haha. – Ela riu.-  Não precisa ter vergonha. Eu também sou japonesa.
-Você é? Qual é o seu nome?
-Kumiko Satsuki.
-Você é parente do Usui?
-Usui Satsuki? Sim, sou uma prima dele.
-Ah. Ele nunca me falou sobre você.
-Vocês eram amigos?
-É.. Tipo isso.
-Entendo. Quer conversar um pouquinho?
-Claro, deixa eu só pagar esse livro.
-Okay.
Feito isto, os dois foram para a lanchonete que havia na grande livraria, sentaram-se, pediram algumas coisas pequenas e começaram a conversar mais e mais, até se tornarem amigos. Eles riam sem parar, mesmo tentando não fazer muito barulho. De fato, eles conseguiam segurar a altura da risada.
-Meu Deus, eu não fazia idéia de que você era tão engraçado, Satoru.
-Engraçado? – Ele riu junto, sem acreditar nela.
-Vem, vamos pro meu apartamento.
-Ah eu não posso, tenho que voltar antes do Alexei.
-Ele pode esperar alguns minutinhos.
-Uh, eu não tenho certeza.
-Por favoooooor!
-Tá bem. Deixa eu só avisá-lo por mensagem.
Ele pegou o celular, mandando uma mensagem para ele dizendo que poderia se atrasar a chegar em casa e foi para o apartamento de Kumiko. Chegando lá, ele encontrou todos os jogos de Zelda que ele gostava, os instrumentos musicais que adorava ouvir e também suas bandas e filmes preferidos.
-Nossa!Tem tudo que eu gosto aqui!
-É mesmo? – Ela riu, com um pouquinho de sarcasmo na sua voz. Parecia que ela sabia exatamente o que ele gostava antes mesmo de conhecê-lo.
-Sim! Todos os jogos de Zelda que eu gosto, as minhas bandas preferidas,meus filmes preferidos...Você lê mentes, Kumiko? – Ele riu, ingênuo.
-Não, Satoru. Eu simplesmente sabia antes de te ver de novo.
-Hã? A gente já se conhecia?
A garota olhou para ele, um tanto ameaçadora e começou a tirar as roupas.
-Kumiko, que está fazendo? Eu não...
-Não é hetero né? Eu sei disso. Eu também não sou. – A voz dela engrossou um pouco.
-Essa voz.. Eu conheço você?
Até que a garota tirou toda a roupa, mostrando seu tórax masculino,sua boxer e finalmente, ao tirar a peruca, os cabelos loiros de Usui.
-Olá Satoru.
-Usui?? Por que estava vestido de garota?
-Eu pensei que poderia te satisfazer mais assim.
-Eu sou uke. Além do mais eu tenho namorado.
-Eu sei. Mas eu quero você.
-Não. –Ele se levantou, afastando-se até a porta. Procurou as chaves pela maçaneta, mas não as encontrou. – Droga!
-Está procurando isso aqui, Satoru? – Disse ele, pendurando as chaves nos dedos. – Acha que eu sou idiota de deixar aí pra você sair?
-Me deixe sair!
-Não.
Ele pegou o celular para avisar à Alexei, mas foi interrompido pelo ataque de Usui, de qualquer forma gritou e tentou mais uma vez digitar as palavras corretas no celular. Vendo que o loiro iria atacar novamente se encolheu e aproveitou para conseguir digitar e enviar tudo à Alexei, mesmo com alguns erros gráficos, ele seria capaz de entender.
Usui então pegou o celular dele e jogou-o na parede, fazendo-o se desmontar todo.E virou Satoru para frente. O menor lutou e lutou, sem sucesso, Usui estava bem mais forte que antes.
-Para,Usui! Eu não quero!
-Mas eu quero!
-Faça com outra pessoa!
-É só você que eu quero!
-Argh!! – Ele puxou os cabelos de Satoru com força, para deixá-lo indefeso e segurou suas mãos em seguida. As pernas de Satoru eram abertas por ele, mas o menor não era idiota. Chutou-o ‘naquele lugar’, fazendo-o se contorcer um pouco. Aproveitou para se afastar até a janela, mas não dava pra pular dali.
Olhou para os lados e gritou por ajuda, mas ninguém pareceu ter lhe ouvido. Quando olhou para trás, o loiro estava lá, e o agarrou com violência, jogando-o na cama. O menor ainda tentou se afastar e debater, mas foi imobilizado e suas mãos foram amarradas.
-Me deixa em paz, Usui!!
-Fique quieto!
Usui pôs um pedaço de pano na boca de Satoru, para que ele pudesse apenas gemer e tentar gritar, segurando as pernas dele com as suas próprias. Foi abaixando lentamente as calças do menor que tentava de todo jeito se afastar dele. Visto que as calças foram totalmente abaixadas, pôs-se a lamber a entrada dele, de vez em quando penetrando a língua nele.
Satoru gemeu de desaprovação. É claro que não queria aquilo. Teria Alexei visto a sua mensagem? Óbvio que ele tinha deixado o endereço de Usui no texto, mas não conseguia se livrar do loiro.
-Quem vai salvar você? Pobre e indefeso Satoru, você me encanta com esse seu jeito inocente. – Ele disse, passando a mão por baixo da camisa do menor.
O menor se abaixou na cama, apertando a mão de Usui com força, mas ele só fez abaixar a mão pelo seu corpo e acariciar o seu membro. O menor tremia e tremia, abafando cada gemido que sua boca mandava fazer, até que se ouviu um estrondo na porta.
O loiro não se importou muito na hora e continuou o que estava fazendo, até que outro estrondo foi ouvido. No terceiro estrondo, a porta foi aberta e Alexei entrou, furioso no apartamento, rapidamente avistando o amado sendo molestado.
Nem pensou duas vezes em ir correndo até o loiro e o empurrar, dando socos em seu rosto em seguida. O loiro se afastou um pouco, também lutando contra Alexei. O maior aproveitou para desamarrar as mãos de Satoru e levantar suas calças, deixando-o livre.
Mas é claro que o loiro não aceitou isso. Afinal, na cabeça dele, Satoru era seu objeto de prazer, e não ia deixar outro homem levá-lo. Atacou Alexei sem piedade, mas foi afastado pelo menor, com a maior força que ele poderia fazer.
-Deixe-o em paz!! – Gritou Satoru, vermelho de raiva e vergonha. – Eu não sou mais seu namorado desde três anos atrás! Vai procurar outra pessoa, Usui!!
-Eu não quero outra pessoa, Satoru. Por que não entende? Você é o único que eu quero!!
-Mas eu não quero você. Você não é a pessoa certa pra mim. Alexei é.
Alexei ficou calado, ouvindo a discussão dos dois, pondo-se na frente do menor para protegê-lo.
-Satoru, venha comigo, agora.
-Você não manda em mim.
-Mas eu tenho tudo que você gosta!
-Amor não se compra! – Foram as últimas palavras que Satoru disse antes de pegar Alexei pelas mãos, pegar seu celular desmontado e sair as pressas, fechando a porta com força.
-O que foi isso, Satoru? – Perguntou o maior.
-Em casa eu te explico. – Satoru só queria sair dali o mais rápido possível.
Entraram no carro do maior e dirigiram-se rapidamente a casa de Satoru, onde sentaram-se e Satoru não parou de pedir desculpas repetidamente.
-Calma,Satoru. – O maior o abraçou. – Conte-me o que aconteceu. Quem era aquele cara?
-Ele é o meu ex namorado, Usui Satsuki.
-Ex?
-Sim. Eu não sei como, mas ele descobriu que eu estava em Nova York, comprou um apartamento próximo do meu, sabia que eu estava com você e tentou me estuprar ali!!!
-É.. Eu estranhei você não atender o telefone depois daquela mensagem que você mandou.
-Ele jogou meu celular na parede.. Eu tentei lutar, eu te juro, eu não queria aquilo!!
-Eu sei. Eu acredito em você, Satoru.-Abraçou-o novamente, dando um selinho em seus lábios.- Quer que eu fique aqui hoje de novo?
-Sim.. Ficar sozinho é o que eu menos quero agora, Alexei.
-Shhhhh... Tá tudo bem.
O menor ainda tremia um pouco assustado, abraçando o maior com força.
-Desculpa....
-Shhh, Satoru. Só durma um pouquinho.
 O menor fechou os olhos e rapidamente dormiu, recebendo carinhos gentis do maior em sua cabeça.
                                                          Fim do Capítulo 2.
  Satoru e Alexei Cap. 3
Três dias depois do ocorrido com Usui, Satoru já parou de pensar sobre isso. Ele, mesmo que não achasse muito certo, o perdoara. Ele não tinha culpa de não achar ninguém que combinasse com ele. Como o pequeno era compreensivo e pacifista.
Estava no ônibus em direção a faculdade de medicina que estava fazendo. E como aquele professor que Alexei ia substituir ainda não tinha se curado, ele é que ia dar a aula. Estava muito ansioso pra ver seu professor preferido.
Chegando lá, foi direto para sala, mesmo que ainda faltassem 15 minutos para a aula. Pôs uma maçã na mesa de Alexei, tirando onda, e sentou-se junto aos seus colegas. Conversaram por alguns minutos quando Usui chegou. Sim. Agora ele estava estudando junto com Satoru.
Logo , o loiro chegou perto do menor e disse:
-Satoru.. Será que a gente poderia conversar sobre aquilo?
-É claro. – Satoru desconfiava, mas estava curioso para ver o que ele queria falar. Foram até o canto da sala, onde não havia ninguém.
-Olha, me desculpa tá? Eu sei que eu forcei as coisas... Eu ainda gosto de você e tal, mas por favor, me desculpa.
-Eu já desculpei, Usui. Nem se preocupe com isso. – Abraçou-o. – Sejamos amigos de novo, tudo bem?
Usui sabia a razão de gostar de Satoru. Nem conseguia acreditar que quase estuprara alguém tão gentil como ele. Estava bem arrependido de tudo.
Logo, sentaram-se de novo nos devidos bancos e Alexei chegou para dar a aula, olhando disfarçadamente para Satoru e Usui. Ainda queria proteger o menor dele, mas não podia fazer nada numa sala de aula.
Depois das aulas serem devidamente dadas em seu devido tempo, dispensou os alunos, saindo da sala junto com Satoru.
-O que ele está fazendo aqui, Satoru? – Ele perguntou baixinho.
-Ele estuda aqui também. Não se preocupe, Alexei. Ele já se desculpou de tudo.
-Acho bom mesmo. Ou ele vai se ver comigo.
-Não precisamos de violência aqui. – Fez uma careta.
-Vai que, né? – Disse o maior, fazendo uma careta também.
Foram para o jardim do campus, que era muito bonito e sentaram-se lá, distantes de todos. Ficaram ali sentados observando o local por algum tempinho, calmos e em silêncio. Até que Satoru abriu os olhos novamente e pôs o dedo nos lábios de Alexei.
-Pop! – Fez uma cara fofinha.
-Não me provoca com essa sua carinha, Satoru. – Apertou as bochechas dele.
O menor riu e deixou suas bochechas grandes serem apertadas.
-Vamos sair daqui?
-Se você quiser, por mim tudo bem, Alexei.
O maior se levantou, levantando também ao amado, e começaram a andar juntos pelos caminhos vazios do campus, com as mãos dadas. Depois de darem alguns passos, o maior fez uma cara triste. Não demorou para o menor perceber isso e perguntar:
-O que houve, Alexei? – Preocupou-se.
-Hã?
-Por que está fazendo essa cara? – Parou de andar, virando-se para ele.
-Ah. É que eu quero te contar uma coisa.
-Hm?
-Eu vou ter que viajar e passar uma semana fora. Minha irmãzinha está muito doente e eu sou o único médico da família.
-Meu Deus! Ande logo! – É óbvio que não queria que ele fosse, mas não iria deixar que sua desconhecida cunhada de quem Alexei tanto falava doente daquele jeito.
-Você me perdoa? É que vou ter que viajar hoje a noite.
-Eu vou esperar você. Não precisa se desculpar por nada. –Abraçou-o.
-Enquanto a noite não chega, que tal sairmos um pouco?
-Tudo que você quiser.
Ele sorriu e levou o menor a um parque de diversões, onde andaram principalmente nos brinquedos que ficavam de cabeça para baixo, só pra deixar o menor tonto. Ao sair da última montanha russa que andariam, o maior não conseguia parar de rir.
Satoru andava sem rumo, com os lábios entreabertos e os olhos fechados. Bolinhas de tontura pareciam flutuar sobre sua cabeça.
-Vem, Satoru. Por aqui. – Riu de novo, puxando-o para uma cadeira.
-Nyeeeheheee. –Girava a cabeça, sem conseguir esconder que estava tonto.
O maior deu à Satoru um copo de água, para ver se a tontura se dissipava.
-Nyeeeeeeeeh. – Ainda girou um pouquinho por aí até voltar ao normal. –Uufa, acabou. – Disse o menor, aliviado.
-Hehe. Quer ir embora agora?
-Por favor!
Alexei riu de novo e o levou para o carro. Foram até um campo ali perto, vazio ,limpo e silencioso. Estacionou o carro lá, e sem sair de dentro,se acomodou na poltrona.
-Vai ser difícil passar uma semana sem você. Eu não sei se vou agüentar.
-Alexei, é só uma semana. A gente -Respirou fundo- Agüenta.
O maior riu, vendo que o menor estava mentindo sobre isso e o abraçou, deixando-o corado.
-Eu vou ficar louco sem você do meu lado. Mas eu prometo que voltarei o mais rápido que eu puder.
O menor balançou a cabeça positivamente como resposta e se inclinou até ele, tocando os seus lábios nos dele com gentileza e timidez. Ficou encostado no ombro dele logo depois e passaram algumas horas ali, só observando o tão belo luar, até dar a hora de Alexei partir.
Alexei os dirigiu para o aeroporto, de onde iria voar para a Califórnia. Foi para o determinado portão do seu avião e esperou o mesmo abrir. Antes de dar a passagem à moça, olhou pela última vez para o amado e pôde ver algumas lágrimas escorrendo sobre as bochechas gordinhas do mesmo.
Sorriu, mesmo que sofresse por dentro e entrou dentro do avião. Partindo assim por uma semana.
Satoru suspirou, depois de chorar silenciosamente uma meia hora. Iria demorar muito mais para o vôo ser completado. Pegou o carro e foi para casa. Jogou-se no travesseiro, sentindo o cheiro dele.
-Que droga... Eu odeio ficar sozinho... – Ele disse, agarrando-se a almofada.
Resolveu ir pegar algum álbum de fotos, para ter lembranças de seu tempo de criança no Japão. Era a única coisa que poderia distraí-lo naquele momento. Pegou o primeiro que viu, e logo na primeira página estava uma foto sua com Usui e Satoshi. Seus melhores amigos.
Ah, boas lembranças aquelas. Mesmo que aqueles contratempos tenham acontecido, eles nunca deixaram você de lado. Ah, Satoshi. Como você sentia falta dele. Mesmo que estivesse do outro lado do mundo, ainda iria viajar para visitar o seu túmulo no dia de seu aniversário.
Alexei lhe lembrava muito o seu primeiro amor, mas não era por isso que ele o amava. Ele amava o maior do jeito que ele era. Deitou-se de novo, largando os álbuns de volta da gaveta.
-O que eu vou fazer sem ele por uma semana? –Ficou rolando e rolando nos lençóis da cama por algum tempo até ouvir o celular tocar.
Foi até ele com pressa e atendeu sem ao menos saber quem tinha ligado.
-Alô?
-Satoru?
A voz era bem familiar. Era de um homem. Infelizmente não era Alexei.
-Moshi moshi? – A voz falou, provando ser da família de Satoru. Era seu pai.
-Oto-san? Nani wo?
Eles começaram a conversar em japonês, e Satoru estava sendo um pouco agressivo. O que ele estava dizendo? Por que ele voltaria pro Japão agora? Por que a mãe morreu? Ah, isso era o que Satoru queria desde pequeno. Quem mandou que aquela mulher fosse um monstro?
Ainda discutiram um pouco mais antes de Satoru desligar o telefone na cara dele. Chutou algumas coisas e ouviu o telefone tocar de novo. Achando que era seu pai de novo, atendeu e o xingou em japonês.
-Satoru? O que você está dizendo? – Era Alexei.
-Alexei? Ah, desculpa! Eu achava que era outra pessoa.
-Quem? Usui?
-Não... Mas não importa. Como foi a viagem?
-Foi normal. Mas você está bem mesmo? Mesmo que eu não entendesse nada que você estava falando, você parecia bem zangado.
-É que meu pai ligou.
-Seu pai?
-Sim.
-O que ele queria?

-Queria que eu voltasse pro Japão.
-Huh? Por quê?
-Ele disse que minha mãe tinha morrido...
-Ah. Eu sinto muito.
-Não! Não sinta nada! Aquela mulher merecia morrer!
Alexei se assustou um pouco com a atitude de Satoru.
-Como assim, Satoru?
-Alexei..Se você tivesse a mínima idéia do que ela fazia comigo e com meus amigos... Você pensaria do mesmo jeito que eu...
O maior ainda ficou meio assustado, mas não comentou mais nada a respeito. Conversaram por mais alguns momentos até que...
-Satoru, tenho que ir agora.
-Mas já?
-É. Desculpa mesmo.
-Tá. – Ele inflou as bochechas, mesmo que Alexei não pudesse ver isso.
O maior riu um pouco, imaginando o que o menor tinha feito e disse, por mera coincidência:
-Desinfle essas bochechas gordas, Satoru.
-Como você sabia? – O menor fez graça
O maior riu mais um pouquinho e se despediu, desligando o telefone. O menor suspirou, sem saber quanto tempo levaria para ele ligar de novo. Resolveu sair e tomar um sorvete. Era outra coisa que poderia distraí-lo naquele momento.
Já que a sorveteria era ali perto, ele não precisou usar o carro do maior. Entrou lá e fez a mais bola de sorvete que já tomara na vida.     
-Nyeh, fica tudo tão vazio sem ele aqui. – Falou sozinho, devorando mais uma colher.
A TV da sorveteria estava ligada.Estava passando um noticiário. Logo a repórter começou a falar algo sobre um acidente de carro que aconteceu em San Diego. Disse que um motorista bêbado perdeu o controle do carro e bateu num homem. Logo em seguida, a repórter disse:
-O nome da vítima é Alexei Stanford. Ele tinha viajado para tratar da irmã, que está com uma doença grave.
-Huh? Alexei...Stanford?? – Disse Satoru. – Não.. Não pode ser verdade.
-Alexei foi internado nesse hospital com uma perna e um braço quebrados e provavelmente não acordará por mais de dois dias.
-Alexei!!! – Satoru se desesperou. Tratou de deixar a porcaria do dinheiro do sorvete ali e sair correndo sem rumo. – Alexei! Alexei! – Não parava de repetir seu nome, bem desesperado.
Quando sua consciência voltou ao normal, tratou de pegar o carro e ir direto para o aeroporto e comprar a passagem para San Diego. O problema era que o vôo era só para duas horas. Mas não importava! Precisava ver Alexei.
Imaginando o que poderia acontecer, olhou para a TV da sala de espera do aeroporto. Ainda sobre o caso de Alexei, a repórter disse:
-Os médicos falaram que é possível que ele nunca mais acorde de novo, já que seu sistema nervoso foi afetado..
Satoru parecia estar surdo. Suas sobrancelhas franzidas, boca entreaberta e os olhos com lágrimas caindo, deixavam claro que suas esperanças estavam acabando.
-Ele.. Nunca mais vai acordar?
                                                                  Fim do Capítulo 3.        
Satoru e Alexei Cap. 4 (Final)
-Ele nunca mais vai acordar? Não, claro que não.. Isso é uma mentira, não é?
Satoru estava desesperado, sem nada demonstrar por fora. Como ele poderia perder o amado daquele jeito? Como ele poderia ter sofrido aquilo? Não agüentava mais esperar. Pra sua sorte, o avião logo chegou e ele foi o primeiro a entrar lá dentro.
Ficou roendo as unhas e tremendo por toda viagem, imaginando se o pior poderia acontecer. Pior ainda, a viagem duraria seis horas. Seis.Malditas.Horas! Ele não ia agüentar tanto tempo se preocupando e cada segundo parecia uma eternidade. Não agüentou e acabou desmaiando ali mesmo, sentado na poltrona.
Quando acordou, o avião já tinha pousado. Os passageiros retiravam as bagagens de mão do compartimento acima. Logo Satoru se soltou do cinto e saiu correndo até a saída.
-Senhor, não vai levar sua bagagem?
-Eu não trouxe bagagem! – Disse, pulando para a passagem que ainda estava sendo colocada.
Correu até lá fora e pegou um táxi o mais rápido possível, ordenando que ele fosse até o hospital onde Alexei estava. E tinha um filho da puta de um engarrafamento no meio do caminho. Como estava bem impaciente, deu o dinheiro que devia ao taxista e saiu correndo pelos carros, indo em direção ao hospital, que pra sua sorte, estava mais próximo do que parecia.
Chegou lá bem cansado, e foi direto para a recepcionista dizendo:
-Qual..Qual é o quarto que..Alexei Stanford está??...
-234 senhor. Você é algum parente dele?
-Não, ele é meu namorado! – Disse, sem vergonha nenhuma.
-Ah, entendi. -A moça era compreensiva.- É só pegar o elevador a sua esquerda.
-Obrigado! – Foi andando rápido, para não fazer muito barulho para os outros pacientes.
Entrou no elevador e apertou diversas vezes o botão do 2º andar. Chegando lá, começou a procurar o quarto onde Alexei estava. Ele estava no fim do corredor. Andou o mais rápido possível até lá e abriu a porta, de fininho.
Lá estava ele. Todo enfaixado e machucado, dormindo profundamente. Deu um suspiro ao vê-lo daquele jeito e sentou-se na poltrona do seu lado.
-Desculpa...Desculpa não estar aqui pra te proteger naquela hora..-Ele começara a chorar, só de olhar para ele.
Logo, um dos médicos entrou no local e perguntou o que ele fazia ali.
-É que..
A mesma recepcionista veio até o médico e disse-lhe:
-Não se preocupe doutor. Eles são mais que amigos.
O doutor fez uma cara estranha, encarando Satoru e saiu dali, tal como a recepcionista também, deixando-os sozinhos.
-Eu imagino por quanto tempo você vai ficar dormindo...Alexei..Alexei me desculpa.. – Ele não parava de se culpar por aquilo.
Ele, ainda chorando, olhou para uma mesinha que tinha ali, com os exames dele encima. Curioso, pegou-os e começou a ler. Eles diziam que ele só poderia acordar daqui a um mês, e quando acordar ainda terá meses de recuperação. Ele tinha uma lesão muito grave.
Chorou mais ao ler aquilo, mas ele não iria abandonar Alexei. Ficaria morando em San Diego até ele acordar. E foi o que ele fez. Hospedou-se em um hotel qualquer e ia no hospital todos os dias. Todos de lá o conheciam e gostavam dele e sempre tentavam animá-lo dizendo que o amado acordaria logo.
No que era pra ser o último dia do coma, foi permitido a Satoru passar a noite ali. É claro que se Alexei acordasse não entenderia nada que estava acontecendo, então era bom ter alguém que ele conhecesse e confiasse por perto.
Ainda passaram-se algumas horas e Satoru estava cansado. Apoiou seus braços na maca de Alexei e cochilou ali por alguns minutos. Acordou quando sentiu a maca se mexer. Percebeu o que estava acontecendo e levantou-se as pressas, olhando para os olhos abertos de Alexei novamente.
Lágrimas de alegria percorreram o seu rosto naquela hora e ele não resistiu a abraçá-lo com a maior força que tinha, que pra variar não era muita.
-Graças a Deus..Graças a Deus você acordou!
-Satoru? O que aconteceu? Onde é que eu estou?
-Você está num hospital, Alexei.
-Por quê?
-Você não se lembra?
-Não.
-Um motorista bêbado bateu em você numa calçada e você teve uma lesão bem grave. Você estava em coma até agora.
-Quanto tempo faz que eu fiquei em coma?
-Um mês.
-Nossa.. Eu dormi muito... Desculpa por ter te preocupado, Satoru.
-Ah, cale-se. O importante é que você acordou. – Deu-lhe um selinho e pôs sua cabeça ao lado da dele.
Logo os doutores chegaram e fizeram o processo padrão pra quem acorda de um coma. Explicaram para ele a situação de novo e o que ele teria que fazer para se recuperar agora. Bom, ele ainda não conseguia andar. Então ficou de cadeira de rodas por um tempo.
Ele e Satoru ainda ficavam felizes por poderem se encontrar no hospital todo dia. Mas o progresso de Alexei não estava sendo muito bom. Em todos os testes que fizeram para ele voltar a andar, ele não conseguia.
Passaram-se dois meses desse jeito e Alexei já estava há muito tempo pensando se ele não seria apenas um fardo para Satoru. Ele não queria que o moreno ficasse dependendo de alguém doente. Não queria que Satoru ficasse se preocupando tanto. Ele se achava um fardo pesado pra se carregar.
Após pensar muito por alguns dias, tomou uma decisão. Uma decisão que ele não queria ter tomado, muito menos fazer. Mas ele tinha que fazer isso. Esperou que Satoru chegasse em seu quarto como todo dia e depois de conversarem um pouco e ele lhe dar um selinho, ele começou a falar:
-Satoru..
-Hm?
-Eu acho que devíamos terminar.
O moreno achou que ele estava brincando.
-Ah ta. Como se tivesse alguma chance de eu te largar aqui. – O menor riu, brincando.
-É sério, Satoru.
-Huh? Mas por quê? – Ele começou a se preocupar.
-Eu não acho que eu vá voltar a andar...E eu não quero ser um fardo pra você..
-Você não é um fardo!
-Sim eu sou!
Satoru não conseguiu responder. Ficou ali, parado e assustado, sem saber o que dizer ou fazer.
-Eu sou um fardo enorme pra você, Satoru. Eu não quero mais ser esse problema. Eu não quero mais..você..- O seu coração doía muito a cada letra que ele pronunciava. É claro que ele não queria deixá-lo.
-Mas..Mas eu te amo, Alexei! Você não é um fardo coisa nenhuma! E por favor, diga-me se eu fiz alguma coisa errada que eu prometo que vou pedir desculpas um milhão de vezes e fazer qualquer coisa para te compensar.
-Saia, Satoru. – O tom de voz do maior aumentou.
-Mas Alexei..
-SAIA! – Ele gritou.
O menor começou a chorar, mas abafava sua voz. Com o resto de suas miseráveis forças, inclinou-se num gesto de desculpas e disse pela última vez:
-M-Me desculpe..! –Ele se levantou, com um sorriso plenamente falso e os olhos cheios de água, querendo ser derramada e saiu do quarto o mais rapidamente possível.
Alexei não acreditava no que tinha feito. Mas era melhor daquele jeito. Ele poderia ser feliz com Usui... E também não iria ter que se preocupar com ele.
-Droga.. – Alexei começou a chorar também, mesmo disfarçando. –Droga...!
Satoru, desolado, caminhava pela rua. Distraído como ele estava, quase passava pelo sinal vermelho duas vezes. Mas recuperou a razão, mesmo sofrendo, e foi até o hotel, pagar as suas despesas e sair. Com isso feito, foi até o aeroporto de novo.
Compradas as passagens, sentou-se numa poltrona da sala de espera e de novo começou a devanear se tinha feito alguma coisa errada. Só podia ser. Tudo que ele fez foi errado. Ele era uma vergonha para Alexei, como não percebeu antes? Ele era um inútil...
Ele estava pensando demais.
Enquanto isso no hospital, Alexei estava numa depressão severa, sem demonstrar nada por fora. Ele fez os testes como todos os dias e para sua surpresa, ele já estava conseguindo andar. Perfeitamente pelo que tinha visto. Ele ficou tão feliz ao ver isso que esqueceu-se de Satoru por um momento.
Mas assim que pensou que precisava contar para Satoru, percebeu a merda que tinha feito.
-Idiota! – Ele se bateu, foi até seu quarto correndo, vestiu algumas roupas decentes e se deu alta. Ele já estava bem, de qualquer maneira.
Satoru já estava no avião, que partia naquele exato momento. Olhou para a janela e viu aquelas pessoas despedindo-se de seus parentes e amigos. Suspirou e antes que pudesse virar o rosto, observou alguém familiar.
-Alexei?...-Ele disse, achando que imaginava coisas. –Não... Isso é coisa da minha imaginação.. –Virou o rosto e o avião decolou.
Alexei, desesperado ao ver o avião do menor começar a voar, tratou de correr até o caixa, e comprar a passagem para o próximo vôo, daqui a uma hora infelizmente. Contorcia-se de agonia interna, achando que cada milésimo era uma eternidade, mas felizmente, a hora passou e embarcou no avião as pressas.
Satoru, chegando em casa finalmente, andava lentamente. Limpou a casa, já que estava bem suja e desarrumada e sentou-se na cama, cabisbaixo.
-O que foi que eu fiz?...O que foi que eu fiz?..-Ele se culpava por tudo e não agüentava viver sem Alexei.
Cochilou um pouco para ver se sonhava com outra coisa, mas não conseguiu realmente dormir bem. Alexei era sua vida agora. Ele não tinha mais razão para continuar ali senão por ele. Mas ele não o queria mais... De que adiantaria estar vivo agora?
Ele pôs os olhos na sua gaveta de remédios e tirou dali vários comprimidos diferentes. Juntou todos eles em sua mão. Hesitou um pouquinho no momento, mas a decisão estava tomada. Já ia por todos na boca e engolir quando ouviu a porta sendo arrombada por alguém alto, de cabelos castanhos meio ruivos, e abraçá-lo, fazendo lançar os comprimidos no chão.
Não se deu conta de quem era até ouvir a sua voz..
-Por favor.. Não faça isso, Satoru!
Sentiu lágrimas quentes sobre seu ombro e olhou para o lado, observando a face chorona da perfeição. Logo, percebeu quem realmente estava ali e seus olhos voltaram a brilhar. O que ele estava fazendo ali?
-Satoru. – Ele o agarrou com firmeza. – Me prometa que nunca mais vai sequer pensar nisso!
O menor nada respondeu, ele apenas começou a chorar mais e abraçou o maior, mesmo que talvez ele não quisesse e começou a repetir ‘Gomenasai’ um monte de vezes. É óbvio que Alexei sabia o significado daquela palavra.
O maior o interrompeu com um beijo doce, e deixou o menor surpreso. Afinal, eles não tinham terminado? O maior então, abraçou-o de novo e começou a fazer a mesma coisa que ele, só que antes disse:
-Eu fui um idiota.. Por favor, desculpa, Satoru! Eu não queria deixar você, eu só pensei que eu era um fardo e que nunca mais iria andar. Eu não queria que você se incomodasse comigo e..-Foi interrompido pelo dedo de Satoru.
-Não fale mais nada.. – O menor disse, cabisbaixo.
-Huh? – Alexei pensava nas piores probabilidades da razão daquilo. Será que ele não queria mais nada? Como ele podia ser tão estúpido de deixar alguém como Satoru?
-Cale-se..E me abrace, idiota! – Ele chorou mais, se agarrando ao maior.
Este retribuiu o abraço com mais força ainda, ouvindo o coração dele bater tão forte quanto o seu e um sorriso abrir em seu rosto.
-Nunca mais me abandone!!
-É claro que não,Satoru. Eu não quero ninguém além de você. Perdoe-me por ter sido tão estúpido.
Eles terminaram aquela noite dormindo juntos novamente. No dia seguinte, quando Satoru acordou,o maior não estava do seu lado. Preocupado, começou a procurá-lo por todos os lados com os olhos, até ver um bilhetinho encima da escrivaninha escrito:
-Por favor, suba até o teto, mas coma alguma coisa antes.
Satoru não entendeu muito, mas fez o que ele pediu. Vestiu alguma roupa decente e foi até o elevador. Subindo lá, andou alguns passos e sentiu-se ser vendado.
-Ei! –Ele reagiu, contorcendo-se um pouco.
-Shh. Isso é rápido. – Respondeu a voz de Usui.
-Usui? Que está fazendo aqui?
O loiro pôs-se a tirar as roupas de Satoru o mais rapidamente possível.
-Usui para! Eu não quero!
-Não é nada disso que tu está pensando, idiota. –Tirou as roupas que ele usava e vestiu-o novamente com alguma roupa macia.
Depois empurrou-o para frente, por onde passaram por uma porta e o deixou parado ali.
-Não tire a sua venda ainda. – Disse Usui,se afastando.
O maior aproximou-se do menor e ajoelhou-se em sua frente.
-Tire agora, Satoru. – Disse Alexei.
Satoru obedeceu, e encontrou o teto todo enfeitado com pétalas de rosas. Um pequeno Buffet com café-da-manhã, Usui,Jonathan,Penny e Juddy de roupas formais e o maior, também de roupa formal, ajoelhado a sua frente. Quando deu por si, estava usando um terno branco, mesmo não sendo virgem.
-A-Alexei.. – Ele gaguejou, sem entender tudo de primeira e todo corado.
-Bem, eu sei não fiz um perdido normal e tal e preparei tudo antes da hora mas.. Você.. – Ele começou a ficar bem vermelho e parecia estar suando frio. – Q-Quer casar comigo? – Ele gaguejou, com toda a força que podia.
O menor nunca se viu tão vermelho na vida. Afinal, não faziam nem três meses que estavam namorando. Ele o amava tanto assim?
-Por favor, Satoru. Eu sei que não estamos juntos nem a três meses mas... Eu quero passar o resto da vida com você!
-Eu..
-Aceita logo Satoru! –Gritou Penny.- Eu quero ouvir você gemendo daqui a pouco! – Que menina indiscreta.
Satoru corou mais com o comentário dela e respondeu um sim com a cabeça. Um sorriso radiante brotou no rosto do maior, que abraçou Satoru com todas as forças, praticamente esmagando-o.
Casaram-se ali mesmo, com apenas as presenças dos melhores amigos e amigas. Nada muito especial. Satoru e Alexei não eram de coisas ‘bufantes’. Mas era o melhor dia da vida dos dois, não iriam perder por nada. Assim que todos foram embora, trataram de arrumar tudo e descer até o apartamento de Satoru.
Assim que entraram, Alexei o beijou outra vez, mais intensamente, e a abaixar sua boca pelo pescoço do menor, que suspirava. Desabotoou lentamente a camisa do menor e andando lentamente até a cama. O pôs gentilmente nela e continuou a remover suas roupas lentamente.
Subiu a língua até o lóbulo da orelha dele e deu-lhe pequenas mordiscadas, abraçando-o de repente.
-Alexei?.. Está tudo bem?
-Sim é que.. Ainda não consigo acreditar que você é meu marido agora.
Satoru sorriu e retribuiu o abraço, recebendo um beijo carinhoso em seus lábios. E terminou que naquela noite, Penny conseguiu escutar secretamente os gemidos de Satoru. E jurou que mesmo que gostasse dele, ia deixá-los em paz. Afinal, era um casal perfeito, não?

                                                            The Fucking End <33

Nenhum comentário:

Postar um comentário