segunda-feira, 10 de março de 2014

Entre Danças e Batalhas

 Já estava próximo do carnaval, relativamente falando. Era questão de meses para que os grandes dias de festa começassem. E , obviamente, Regiclaudia morria de alegria por isso.
 O amor que a mulher sentia pela festança era indiscutível e incontestável, mas havia uma única pessoa que era capaz de brigar com Regiclaudia, e essa mesma pessoa era seu marido, Shirleido.
  Inúmeras vezes o casal se enfrentou por causa do assunto, sempre tendo Shirleido como vencedor. Mas claro, Regiclaudia não aceitava tal coisa. Vivia inconformada com a forte opinião alheia.
  Tão inconformada a ponto de, escondida do marido, entrar em uma escola de samba local, sempre disfarçando ao máximo as suas saídas, dizendo que trabalharia nesse dia.
  Mas Shirleido não era idiota. Há muito tempo que o homem suspeitava de sua esposa, estranhando o tempo de suas saídas. Obviamente achou que fosse uma traição, e, tratando de ser discreto, seguiu-a em um desses dias.
  Não esperava, porém, que ela estivesse num lugar daqueles, preparadíssima para a festa. Irado, Shirleido saiu de seu esconderijo, assustando aos dançarinos e a sua esposa.
  Com os dentes rangendo, o homem gritou com a esposa com a maior força que suas cordas vocais podiam fazer, e, estando próximo de um afiado estandarte, pegou-o, perfurando o crânio da esposa.
  Ainda mais, moveu o estandarte e rasgou os ligamentos que uniam o pescoço da mulher à sua cabeça, e, como resultado, a mesma se desgrudou do corpo da mulher.
  Todos os presentes fugiram desesperados e assustados, menos, é claro, Shirleido, que ria insanamente sobre o cadáver de Regiclaudia.


(Trollpasta de Carnaval atrasada -w-)

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