Estávamos os dois na sala. Eu lia tranquilamente enquanto
ele cozinhava algo. Era um dia preguiçoso aquele. Nada para fazer, eu aqui com
falta de inspiração para minhas músicas... Nada dava certo nesse dia, tirando
aquilo que ele cozinhava. Por que cheirava tão bem?
Logo eu me levantei do sofá e me direcionei a cozinha pela
tanta curiosidade. Ri de leve. Pensar que era apenas um Onigiri me deixou meio
confuso. Como arroz cheirava daquele jeito?
Ri outra vez, mas agora ele me ouviu.
-Dynamo? – Ele disse.
-Sim?
-Fiz isso pra você. – Ele deu aquele sorriso que eu fingia
não gostar e me entregou alguns onigiris prontos.
Virei o rosto, pra disfarçar que estava vermelho, e peguei
um deles. Provei e segurei o sorriso. O esforço dele tinha valido a pena. Comi
disfarçando. Eu tenho muita vergonha de mostrar quando gosto de algo.
-Está bom, Dynamo? – Ele ficou na minha frente e olhou bem
nos meus olhos. Deu pra perceber a minha cara de tomate, é claro.
-D-Deu pro gasto...-Gaguejei.
Ele sorriu daquela forma de novo, só que um pouco mais feliz
e me abraçou de levinho, voltando a prestar atenção nos outros onigiris logo
depois. É claro que fiz questão de pegar mais alguns deles escondido e ir para
o meu quarto o mais rápido que eu pude.
Sentei-me na poltrona e devorei todos, um de cada vez.
Suspirei e depois de descansar um pouco, fui ao banheiro da suíte limpar minha
boca. Mesmo que desse pena de tirar esse gosto da minha boca, em seguida deitei
em minha cama e acabei cochilando.
Fiquei viajando por aquela tela escura por algum tempo.. Não
me lembro quanto, até sentir algo afagando meu rosto. Talvez mãos
firmes...Porém gentis... Abri os olhos de forma lenta e o vi, olhando
diretamente pra mim.
Como ele sempre percebia quando eu acordava? Fazendo ou não
barulho?
-Madson..Que está fazend..Mn! –Eu mal acordei e ele já me
beijou. É claro que tentei revidar. –Ei! Madson! Eu mal acordei! – Afastei ele
com certa dificuldade.
Ele só me encarou, com aquele olhar ameaçador que ele tem e
tentou me beijar de novo. Meio que conseguiu um beijo forçado. Levantei o rosto
e fiz força pra mantê-lo daquela forma.
-Pare! – Ele segurou minhas mãos e as prendeu na parede,
continuando a me encarar daquela forma. Aqueles olhos de tom meio vermelho e
meio rosado... Naquelas horas eram de dar medo.
-Dynamo. – Ele me imobilizou. – Você me ama?
-De novo com isso, Madson? Me solte.
-Não.
-Huh?
-Você me ama ou não?
Eu corei, sem saber como responder. É claro que eu o amava,
mas por que eu nunca conseguia admitir? Nunca. Virei o rosto e olhei para a
parede, mas ele o puxou de volta. O olhar dele estava bem pior.
-Me responda, Dynamo. –Ele começou a apertar meus pulsos com
mais força. Doía um pouco.
-Me solte antes.
-Não. Você só fugiria se eu te soltasse.
-Ugh. – Virei o rosto de novo quando senti a úmida língua
dele passear em linha reta pelo meu pescoço.
-Me responda logo... Você quer ser violado desse jeito tão
brusco?
-Huh? Violado? Me solte, seu pervertido!! – Tentei me livrar
à qualquer custo, mas nada dava certo. Apesar de tudo, ele era bem mais forte
que eu.
-Dynamo... – O olhar dele demonstrava frustração,tristeza e
raiva. – Eu preciso saber... Até agora nós não fazemos nada além de viver
juntos... Ainda parece que nos conhecemos ontem. Como se fôssemos completos
estranhos...
Ele se sentou, sem me soltar.
-Eu quero que a gente...Uh...Cresça.. Mas toda vez que eu te
toco, ou qualquer coisa parecida, você tenta fugir ou age como se nada tivesse
acontecido. Eu quero que essas memórias fiquem pra sempre na sua mente,
Dynamo... – Ele sussurrou a ultima frase com aquela voz rouca que me dá tanto
prazer perto de meu ouvido direito, aproveitando para mordiscá-lo.
Meu corpo já esquentava, mesmo quando ele praticamente nada
fazia. Olhei para ele, sem nada dizer, e fiz um sinal para que ele se
aproximasse. Ele me obedeceu. Assim que ele ficou ao alcance de meus lábios,
ataquei-o, colando-os com paixão ardente.
Depois eu parti o beijo e virei o rosto de novo. Ele, assim
como eu, tinha ficado bem corado. Mas ainda assim, eu disse:
-Eu já falei... Que tenho vergonha pra essas coisas... Isso
serve como resposta?
Nada ouvi em resposta. Começando a ficar preocupado, virei
para frente de novo, onde senti mais uma vez os seus lábios carnudos colando-se
nos meus, de um modo mais violento, mas ao mesmo tempo melhor.
Senti as suas mãos firmes e gentis afagarem meu rosto e
entrelaçarem os dedos nos meus cabelos negros,aprofundando mais o beijo que ele
me dava. Suspirei e deixei ele tomar conta. Fechei os olhos e senti ele tirando
cada uma das minhas peças de roupa, deixando-me completamente exposto.
-Tão...Bonito.. – Ele disse, abraçando-se comigo. –Eu tenho
sorte por ter você...
Eu nada fiz além de observá-lo e acariciar os seus cabelos,
também negros, por alguns segundos, antes de ele começar a brincar com meu
peito, apertando-o com as pontas dos dedos e passando sua língua em círculos
por eles, deixando-os rijos e bem vermelhos.
Minha pele ardia a cada toque que ele me dava. Desde os mais
leves até os mais prazerosos e até mesmo os comentários pervertidos dele
pareciam agradáveis aos meus ouvidos ‘inocentes’. Ele finalmente abaixou a
cabeça até a minha parte mais sensível, e obviamente, tentei tirá-lo dali, por
pura vergonha.
Ele sorriu pra mim e disse:
-Calma.. Você vai gostar disso.
Desde então ele passou a lamber a área de um modo delicado,
tendo cuidado para eu não sentir nem demais e nem de menos. Até abaixar um
pouco mais os lábios.. E fazer minha pele de uma área mais baixa ficar molhada
e começar a pulsar devagar.
Eu gemi de leve, não consegui evitar. Ele pareceu se excitar
com esse meu barulho e se levantou, me desapontando um pouco. Mas ele me
recompensou. Pôs uma das mãos em minhas partes baixas e começou a me dar
prazer.
De vez em quando, quando eu abria os olhos à força, eu podia
ver o tão belo rosto dele deliciando-se ao ver minhas reações à seus toques. Eu,
num impulso, segurei a sua mão em movimento e falei:
-Deixe...De brincadeiras.
Ele sorriu de novo. Uma expressão gentil estampava-se em seu
rosto.. Logo, pôs-se a tirar seus obstáculos do próprio corpo e a também ficar
completamente exposto, olhando direto pra mim.
Ele me torturou um pouco mais, pela sua própria luxúria,
esfregando-se em mim com delicadeza e malícia, até finalmente, encostar-se em
minha entrada. Ele parecia estar esperando por alguma coisa...
Maldito...Acabei de dizer que tenho vergonha de falar as
coisas. Tratei de empurrá-lo para dentro, sem aquelas preparações inúteis. Ele
já estava perto do clímax mesmo, então não importava se ele entraria antes ou
depois.
Mas eu não ia deixar ele se aproveitar e me torturar daquele
jeito, ordenei com meus olhos pra que ele começasse a se movimentar, mesmo eu
sabendo que doeria um pouco. Ele me obedeceu e começou a movimentar-se de uma
maneira dócil.
Eu adoro ter uma versão mais gentil de tudo...Mesmo que não seja
lá a minha versão favorita. Mas era sempre assim nos começos. Ele me acostumaria logo, tentando encontrar
meu ponto G, já que parece que ele sempre se esquece. De propósito, é claro.
Ele não seria tão estúpido.
Eu fechei os olhos de novo e mordi o lábio inferior. Ia
tratar de distrair-me da dor antes de tudo, mesmo que ela me desse mais prazer.
Ficamos por um exato minuto assim, até que ele começou a se mexer mais rápido.
A sensação de sentir aquela parte do corpo dele indo e vindo
dentro de mim era deliciosa... Não há outra palavra para descrever. Ele me
fazia delirar de prazer toda santa vez. Era alguma mágica?
Abri as minhas pernas um pouco mais, facilitando seus
movimentos. Ele as pegou e as pôs em sua cintura, sentando-se logo em seguida.
Nunca havíamos tentado dessa maneira antes, então fiquei meio envergonhado e
perturbado, sem saber como agir.
-Não se preocupe, Dynamo.
Eu olhei para ele, ainda bem corado, e eu mesmo comecei a me
movimentar para cima e para baixo, olhando para qualquer lugar que não fossem
os olhos dele. Eu estava com muita vergonha pra conseguir observá-lo
devidamente.
Depois de uns dois segundos ele gemeu e me agarrou com
força, observando-me com aqueles olhos provocantes inundados com desejo.
-Eu nunca fiquei tão fundo assim, Dynamo... – Ele disse,
fazendo-me rebolar de leve.
De fato, era mais fundo do que o normal. E eu não queria
perder aquela sensação por nada. Me movimentei mais rapidamente; ele me ajudava
também, com as mãos firmes na minha cintura, forçando-me para baixo.
Estiquei meus dedos dos pés, entrelaçando as pernas nas
costas dele, prendendo-o. Eu gemia como se eu fosse uma mulher de um vídeo
pornô. Sem exagero. Aquilo estava ótimo. E me senti ser preenchido por ele mais
de uma vez.
O som das estocadas que ele me dava, junto com os outros
sons molhados que produzíamos quando as nossas peles se encontravam, pareciam
ecoar por todo o meu quarto. Os cabelos se movimentando freneticamente e o suor
frio por todo o corpo não nos incomodavam.
Até que ele me deitou de novo na cama, sem deixar de se movimentar,
e foi muito mais rápido que antes. Chegava até a ser violento, tal como da
primeira vez que fizemos. Mas aquilo não era forçado. Eu sabia o que
significava.
Segurei-me com mais força e enfim, senti ele me preencher
pela última vez e se deitar em meu corpo, sem deixar de me invadir lentamente.
Ele estava bem cansado. Peguei o lençol a frente e nos cobri, pois uma hora ou
outra o frio nos atacaria.
Trocamos de posição novamente, mas apenas para que
ficássemos confortáveis. Eu me deitei em seu peito, ainda suspirando, e ele
continuava a me estocar mais gentilmente. Até que nós finalmente dormimos,
aproveitando o resto daquela doce sensação de prazer.
The Fucking End.
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