Era uma vez uma
pequena cavaleira.
Ela era adorada pela
população, aclamada por todos por sua grande força e coragem.
Ela defendia a tudo e
a todos, sempre com um sorriso no rosto.
Mas ela não era assim
Não era a verdadeira
cavaleira.
.
Na verdade, por mais
forte que parecesse,
A pequena cavaleira
era frágil e fraca por dentro.
Era como porcelana.
Podia quebrar por
qualquer coisinha.
Alguns sabiam disso,
e esses mesmos tiraram seus proveitos.
.
Rachaduras nela foram
feitas.
Cada uma mais
profunda que a outra.
Grande foi tristeza.
Grande foi sua raiva.
Mas a pequena
cavaleira era muito fraca para revidar.
.
Um dia, quando ela
chorava e chorava,
Alguém a encontrou.
Do nada
Sem aviso.
Era uma moça, como
ela, também quebrada por dentro.
.
No início nada falaram,
aliás ,quase nada.
Mas com o tempo
passando, elas passaram a se ver a se falar,
Cada vez mais.
Até tornarem-se
amigas.
.
A pequena cavaleira,
aos poucos, ia se consertando, tal como a moça.
Aos seus olhos
pequenos e castanhos, ela era como uma princesa.
Alguém precioso que
precisava de sua proteção.
Por mil invernos e
primaveras ela a protegeu,
Sem de nada se
arrepender.
.
Ao menos pensou que
sim.
Não sabia o que se
passava pela mente da preciosa amiga.
Às vezes ela ficava
muito,mas muito triste.
Mas nada lhe contava.
Será que na cavaleira
não confiava?
.
Talvez.
.
Mas..
.
A pequena cavaleira
não se importava.
Não se importava de
maneira alguma.
Aquela moça lhe
salvou de mais rachaduras.
Mesmo que algumas
ainda tenham sido formadas com a própria...
Muitas outras foram
poupadas.
.
A moça lhe protegeu
quando a pequena cavaleira estava exposta e desprotegida,
Lhe deu abrigo quando
estava sozinha,
Consolou-a quando
estava triste.
A moça virara o mundo
da pequena cavaleira.
Mas ainda não era
suficiente para a pequena.
.
Ela queria mais.
Não de um jeito
romântico, claro que não.
Mas algo de uma
amizade verdadeira.
Algo sobre uma
amizade duradoura.
Amizade Pura.
.
Foi a moça que lhe
salvou do vazio.
Que lhe salvou da
solidão.
Do sentimento, tão
ruim, da tristeza.
Mesmo que ainda
tenham suas recaídas, ambas.
Talvez fosse para ser
assim.
.
Uma protegendo a
outra.
.
Talvez isso não dure
para sempre.
Talvez imprevistos e
mais imprevistos aconteçam..
E que o belo laço
delas fique por um fio.
Mas...
.
Se dependesse da pequena
cavaleira,
Jamais tal coisa
aconteceria.
Ela amava aquela
moça.
A sua heroína.
A heroína de uma
cavaleira.
.
A que não a deixou
quebrar quando estava na ponta da mesa.
A que conseguiu, de
certo modo, a sua confiança, há tanto perdida por tantos outros.
Ela a considerava
como uma mãe.
Uma amiga mãe. Uma
heroína mãe.
.
Talvez essa moça não
gostasse de ser chamada de tal forma,
Mas a pequena
cavaleira sempre esquecia.
Ela escrevia e
desenhava para ela, pensava nela todas as manhãs,tardes e noites.
É claro, não o tempo
todo.
.
Mas em sua mente, seu
coração,
A pequena cavaleira
sabe.
Que ela se tornou seu
bem mais precioso.
Aquela a quem queria
para sempre proteger, fazer companhia...
Aquela a quem sempre
desejaria a amizade.
.
Alguém...
.
Que pudesse confiar.
E amar.
De uma forma que não
fosse estranha.
Que não fosse traída.
.
Talvez não fosse nada
especial.
Talvez houvessem
outros para ela, mais preciosos até.
Mas por mais que a
pequena cavaleira seja ciumenta,
A deixaria livre.
.
Bastava ela pedir.
.
As vezes, quando
achava que a deixava com raiva, sentia uma tristeza profunda.
Sentia vontade de
fazer coisas que não deveria.
Mas à essa mesma
heroína prometera que não iria.
E a cavaleira não quebra as
suas promessas.
.
Provavelmente a moça
ainda não sabe o quanto ela significa para a cavaleira.
Talvez nunca saiba.
Mas...
.
A pequena cavaleira,
que tanto a ama, só deseja a sua felicidade.
Só deseja o sorriso
verdadeiro em seu rosto.
Só deseja ver você
alegre.
Livre.
Calma.
Voando pelos ares
como um livre beija-flor.
.
“Você é muito
especial para mim, querida momrail. <>”
-Jackie
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