sábado, 9 de novembro de 2013

Minha Ruína.

Minha ruína. Minha repugnante ruína.
Doce e insuperável, irresgatável. Ela é a causa de minha destruição, meu arrependimento, meu sofrimento, minha morte. É a causa de minha vida ter sido o inferno na terra. Ela é a ruína que veio em minha mente por aqueles tantos meses. Aqueles meses de um sofrimento que não parecia que iria acabar. Ela roubava minha mente, me fazia ter ilusões de ver seu rosto em todos os lugares.
Aquela que disse que amava-me, mas que depois deixou-me só. Aquela que não se importou em matar-me por dentro e que finge que não percebeu. Aquela que se “desculpou” com as letras de uma música mostrada, aquela que continua, talvez, sendo minha ruína.
Hoje em dia mal nos falamos. Para mim, que antes já liguei tanto para ela e para outros, hoje mal sinto algo. Mal sinto falta de alguém. Ela foi a razão principal de minha morte interna, de meu inferno na terra. Desde que morri, vamos dizer, não tenho dado a mínima para a vida alheia. Só para alguns específicos, porém, são muito poucos.
A maioria, na verdade, só falo por educação e curiosidade. Eles também não parecem ligar para mim. Bah. Não me importa mais.
A época cuja qual eu me importava está morta. Não mais voltará. Não mais me perturbará com suas palavras desesperadoras, invocadoras de fúria e tristeza.
A morte talvez me rodeie, não sei ao certo. Lágrimas de crocodilo caem de meus olhos quando alguém morre, quando um acidente acontece. É claro, só para a grande maioria. A maioria que para mim, tanto faz se está viva ou morta.
A minoria só conta com a minha família e alguns outros, aliás, outras, selecionadas. Aqueles que controlam minha mente todos os dias, incluindo comigo mesma.
A minha ruína também foi a minha salvação. Como dizia algo que um dia desses li: “Você será feliz, mas antes a vida te ensinará a ser forte.” Bem,  no pouco tempo que vivi, tenho ouvido a melodia fatal. A melodia de sangue e dor, melodia de tragédia e rancor, melodia de tudo ao meu redor.
Pessoas à passarem pelas ruas, que jamais saberei a identidade ou me farei amiga, sempre me fazem pensar. A lua faz-me pensar, a noite faz-me pensar, a abençoada chuva faz-me pensar. Me fazem filosofar, para ser exata.
Por que estamos aqui, se nascemos para morrer?
Sem exceção, todos morreremos. Não há como impedir isso.
Por mais que uma pessoa se destaque na vida, uma hora ou outra morrerá. Claro que há seus pontos bons, e também é claro que eu também gostaria de destacar-me diante dessa sociedade hipócrita e injusta que eu vivo.
Quero prová-los que são impossíveis, que são racistas e hipócritas, cruéis e manipuladores. Não acho que alguém mereça viver desse jeito.
Sei que este não é o motivo real de minha ruína, mas foi o que me fez assim.

Foi minha ruína de qualquer forma.

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