sábado, 23 de novembro de 2013

Thomas' Diary #LastDay

Sábado.
Essa foi a semana: Tediosa e maravilhosa ao mesmo tempo. Que ironia. Que poderia fazer eu, vendo que me diverti e me entediei tanto?
Eu praticamente venci o exército do país e dormi, matei várias e ‘inocentes’ vidas e ri. Os suspiros e sussurros que escuto diariamente só aumentam e aumentam. Esquizofrenia, apesar de tudo, pra mim é uma benção. Algo muito bem dado para mim: Uma doença mental.
Só assim eu poderia ser como eu sou, só assim eu poderia ser Thomas Chase Riverland. O filho de Susan Chase e Joseph Riverland, namorado ou ficante, já que nunca nos pedimos em tal coisa, do Gallahad.... Um assassino pra variar.
Eu poderia trabalhar com isso...Assassinatos... Mas eu não mato por dinheiro, eu mato porque eu gosto. Eu amo. É divertido ver e sentir o sangue jorrando na sua pele, e descendo pela sua garganta. É bom ser um mestiço como eu: um sádico. É ótima a sensação.
Bom, o que me irrita são aqueles gritinhos de ‘por favor não me mate’ que a maioria fala. Prefiro aqueles que fazem desafios para mim ou que correm para salvar suas vidas. Aqueles que param para implorar são muito irritantes e são os primeiros que eu mato. Os que correm, que lutam, que até me ferem são os meus preferidos.
Eu gosto de desafios, gosto de vencer no final. Não de simplesmente matar.
A vítima que eu escolho deve ser alguém que ame a própria vida e que não queira morrer, alguém que eu possa ver a frustração no olhar quando eu arrancar-lhe a cabeça ou algo do tipo. Alguém que tenha vida nos olhos, sendo retirada no momento que a garganta cortada e as cordas vocais dancem junto com o vento. Que elas caiam e que uma pedra caia sobre seus corações por ‘acidente’.
Alguém que tem o batimento cardíaco acelerado, passo rápido, desespero suficiente para matar outros para se salvar. Me diverte. A sua dor me diverte.
E graças a alguém que consegui achar o Gallahad. Eu já estava ficando cansado de tanto tédio e sem ninguém que gostasse de dor por perto. Era um saco ter de matar no final, depois de tanta tortura. Tudo bem que eu gosto e nada posso falar, mas eu queria alguém que me entendesse além dos meus pais.
Que me entendesse e deixasse que eu o machucasse.
É claro que nunca esperei por ele, sempre desejei na verdade, mas nunca esperei. Nunca esperei que, de repente, enquanto eu matava as pessoas da cidade, eu fosse sentir um cheiro diferente do usual. Um cheiro de mestiço, meio vampiro meio lobo.
Me lembro que assim que senti, segui o seu lugar de origem para descobrir o dono do cheiro. É claro que já cheguei atacando também. Ele me segurou com aquelas Gunblades que ele possuía e chamou-me de caçador. Eu ri, ninguém nunca me chamou disso.
Percebi que ele estava morrendo de sede ou algo do tipo, mas que hesitava em matar humanos. Talvez não gostasse do sabor que o sangue deles tem....E de fato, é horrível. Como a minha mãe consegue superar esse gosto? O sangue dela, pra variar, é bom... Mas não é dela que eu estou falando.
Lembro-me também que quando eu me virei para voltar a matança, ouvi ele cair. Levei-o para casa e não me importei de bater a cabeça dele em algumas coisas, para ver se ele acordava. Mas foi só o sofá que salvou-o da inconsciência.
Ele me atacou e tentou sugar o meu sangue! Aquilo era inédito pra mim! Fiquei bem animado, apesar de ter lutado contra ele. No final, ele conseguiu me imobilizar de um jeito e me mordeu quase que imediatamente, com bastante força. Estava, de fato, muito sedento.
Chegou a doer bastante, mas assim que ele se engasgou e se afastou para tossir, aproveitei para me levantar e pegar algo para cobrir a ferida. O cheiro de sangue estava muito forte. Eu também disfarçava um pequeno sorriso, vendo ele lamber as próprias mãos que estavam sujas com o meu sangue por pura sede.
Suspirei e fui tomar banho, e ele finalmente voltava ao normal.
Foi nesse dia também que tivemos o primeiro sadomasoquismo, mesmo que sem-querer querendo. Quem manda ele amassar a rosa dos outros?
De qualquer forma, estou feliz de tê-lo encontrado. Os pedidos por mais que ele faz me deixam cada vez mais apaixonado por ele, mesmo que não da forma que os humanos estão acostumados.
Quero dizer, eu não quero que ele morra nem nada do tipo, mas eu quero feri-lo e ouvi-lo gritar. Eu quero ouvi-lo implorar por mais dor, por mais sangue lhe sujando, por mim. É claro que ele, uma vez, me viu esquizofrênico, mas ele não sabia disso ainda.
Na verdade, ainda não sabe...Não tenho coragem para contar... E se ele me deixar por causa disso? Achar que não sou eu que gosto de feri-lo?
São muitas coisas que quero contar e perguntar, mas não consigo...
Mas enfim.
Essa foi a minha semana, e não tenho mais nada à dizer. Tudo o que fiz é totalmente responsabilidade minha....
Por que não tenta me prender?
Ou me matar?

                                                                                                                              -Thomas

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