sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Thomas' Diary #Day6

Sexta.

Me senti tão poético hoje...

Tão violentamente poético....

Pois ouvi eu a melodia da morte, a mesma que em minha mente tem tal letra, mesmo que contenha a melodia de uma lua. Ouvi e ainda estou ouvindo, os sussurros inacabáveis que as vozes em minha cabeça produzem, dizendo-me o que fazer e o que deixar de fazer...Ouvi a Moonlight Sonata feita por Beethoven...Senti como se eu fosse seu aprendiz.

Sabemos nós que Beethoven não era lá alguém muito educado. Pelo contrário, ele é meu ídolo justamente por isso. Ele era praticamente um troglodita! Mal educado e poeticamente sombrio...Tal como o meu escritor preferido Edgar Allan Poe... Me deram muita inspiração neste dia, tão maravilhoso!

Meu piano, ainda sujo de sangue, serviu para o cenário. Os sobreviventes do exército, trêmulos de medo, serviram como os atores e Gallahad serviu como a platéia. Eu era o diretor... Eu fiz os soldados praticamente torturarem-se...Torturarem seus próprios corpos. Mas é claro que eles eram bem mais leves que eu, sem querer sentir dor.

É claro também que me cansei rápido e andei até eles a passos rápidos, tomando seus pescoços em minhas mãos e comandando-os à se esfaquearem. Ou eu mesmo o faria. E seria bem mais doloroso. Eles até me obedeceram, mas como três estúpidos de novo. Eu arfei algumas vezes por frustração e resolvi logo pegar aqueles cabeças ocas e enfiá-los na porcaria do piano, estourando a cabeça deles com a tampa do mesmo e fazendo o sangue deles jorrar sobre meu rosto, minha roupa, minha pele...

Eu ri como um louco naquela cena, os miolos caindo de um lado para o outro e o sangue a escorrer pelas teclas pretas e brancas do instrumento. A cara que Gallahad fazia que era horrorizada e ao mesmo tempo sorridente me deixava ainda mais animado do que nunca. Eu quis...Eu admito que quis fazer o mesmo com ele por alguns momentos, mas logo eu parei de desejar isso. Eu não queria matar o cara que eu gostava! É claro que não! ARGH.

A loucura é confusa...

De qualquer forma, para me controlar, avisei a ele para subir que depois eu o recompensaria, mas quem disse que ele me obedeceu? Ele, na verdade, desceu e praticamente me ordenou para que eu fizesse o mesmo com ele. É claro que não exatamente a mesma coisa...Ele só queria a dor.

E eu a dei, com muito prazer.

Ver o sangue dele escorrendo e os gritos e os clamores só me deixam excitado e animado, querendo cada vez mais tê-lo só pra mim. Pra minha diversão. Mas aí me lembro que ele tem um corpo frágil...E que se não me controlasse eu o perderia... Parei assim que ele começou a ficar inconsciente.

Carreguei-o nos braços, levando para o banheiro para ter um bom banho, e depois o levei para o quarto, esquecendo-me dos corpos ali presentes e pondo-o na cama. O cobri com certa gentileza, e beijei sua testa, dizendo que o amava em seguida. Que estranho...Eu nunca disse isso na cara dele...
Ele ficou meio corado com isso. Foi bonitinho.


                                                                                                                                                -Thomas

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